Blog dos docentes, investigadores e alunos de Ciência das Religiões na Universidade Lusófona (Lisboa)
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2012
RAMADAN - PRIMEIRA PARTE

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus)


Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus, o Beneficente e Misericordioso)


JUMA MUBARAK

 

A nossa fé não é comparável à fé dos anjos (estacionária), à dos Profetas (estava sempre a aumentar) e à dos Sahabas (era muito forte). A nossa fé, parece mais um gráfico de cotação duma bolsa de valores (tem mais descidas do que subidas). Ao longo do ano, o crente tem
uma vida agitada, procura insistentemente a sua provisão, distrai-se com a beleza deste mundo e não encontra tempo suficiente para se lembrar de Deus. “E quando os Meus servos perguntarem por Mim.., certamente que estou próximo (deles): Oiço o rogo suplicante quando chamam por Mim. Eles que Me obedeçam e tenham fé em Mim, para que possam ser levados pelo caminho recto”. Cur’ane 2:186. Allah, Subhana Wataala, com a sua infinita misericórdia, instituiu o Jejum no mês de Ramadan, um dos 5 pilares do Islão, para que nesse mês, o Seu servo possa inverter a situação, isto é, possa dedicar mais tempo na recordação Dele. “Ó vós que credes! É-vos prescrito o jejum, como foi prescrito aos vossos
antepassados, para que possais temer a Deus”. Cur’ane 2:183. Para os muçulmanos, o mês de Ramadan exerce uma atracção muito especial. Os que são regulares no cumprimento da religião, intensificam durante o mês sagrado, a recordação de Deus, observando as orações facultativas. Fomentam a solidariedade entre o crentes, distribuindo e incentivando a caridade obrigatória (Zakat) e a facultativa (Sadaka). “Se me forem gratos, dar-vos-ei mais”. Cur’ane 14:7. Os crentes, que ao longo do ano não foram regulares no cumprimento das suas obrigações religiosas, quando chega o mês de Ramadan, fazem o jejum e abstêm-se de práticas ilícitas. Procuram o perdão do Senhor e a partir daí, mudam o seu modo de vida, passando a ser mais devotos. O Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) referiu que todos são pecadores, mas entre eles, o melhor é aquele que se arrepende do seu pecado e pede perdão. Após o término do Ramadan, depois de jejuarem o mês inteiro, infelizmente, outros voltarão a “percorrer o caminho das trevas”, esperando pelo próximo Ramadan, para novamente intencionarem alterar o rumo da vida. Mas não se lembram, de que podem ser apanhados por aquilo que é o mais certo na vida – a morte. Alguns, ainda “embriagados” pelos prazeres do mundo, deixam passar o mês de Ramadan, não tirando dele, qualquer proveito. Hazrat Abu Huraira (Radiyalahu an-hu), referiu que o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) disse: ”Aquele que não jejua no mês de ramadan, sem nenhuma razão válida (aceitável pela lei islâmica), nunca será capaz de recuperar aquele dia, mesmo que jejue o resto da vida”. Bukhari.


O Ramadan é o nono mês do calendário (lunar) Islâmico. É um mês de reflexão, de sacrifício, de auto-controle, de incremento na adoração a Deus e de redução das actividades mundanas. Ao jejuarmos, lembramos os milhões de seres humanos que vivem abaixo do limiar da pobreza, sem as condições básicas de subsistência, impensável nesta época em que as altas tecnologias proliferam por todo o lado. É o mês em que nos preocupamos com os necessitados, providenciando-lhes alimentos e outros bens essenciais. Os anjos invocam as bênçãos sobre aqueles que dão de comer e de beber ao jejuador na altura do iftar. Quem der de beber ao jejuador, Deus lhe dará de beber da Sua fonte e nunca mais terá sede, até entrar no Paraíso. Deus multiplica em muito as acções praticadas neste mês. Uma acção meritória, procurando a satisfação de Deus, é recompensada como uma acção obrigatória. A acção obrigatória é recompensada por 70 vezes mais, em relação aos restantes meses. Durante este mês, diariamente, Deus liberta do inferno, um grande número de almas. É o mês em que devemos incrementar as nossas preces. Foi o mês em que o Cur’ane foi revelado ao Profeta Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam) através de Jibrail (Aleihi Salam) - Anjo Gabriel, que a Paz de Deus esteja com ele. “O Ramadan é o mês em que foi enviada a revelação do Cur’ane, como Guia para a humanidade, com provas claras de orientação e de critério (entre o bem e o mal…..)”. Cur’ane 2:185. É a altura do ano em o Livro Sagrado é mais recitado pelo crentes espalhados pelo mundo. Os muçulmanos o recitam individualmente, ou o ouvem através dos Hafez Cur’ane (que têm o Cur’ane decorado), durante as orações em congregação de Tarawi (Orações nocturnas). Quatro acções são recomendadas para este mês: 1- Recitar o kalimah tayyibah (declaração da fé) “LA ILAHA ILLA LLAH MUHAMMAD RASSULULAH- "NÃO HÁ OUTRA DIVINDADE, SENÃO DEUS, A (ÚNICA) DIVINDADE, E QUE MUHAMMAD É O SEU (ÚLTIMO) MENSAGEIRO.; 2- pedir perdão pelas falhas e pelos pecados cometidos, ex: “ASSTAGHFIRULLAH” (Ó Allah, perdoai-me), 3 – pedir o paraíso e; 4- pedir a Deus que nos salve do fogo do inferno, ex: “ALLAHUMA AJIRNA MINA NNARI” (Ó Allah, salve-nos do fogo (do inferno). Outra prece que deverá ser recitada com muita frequência: “RABBANÁ ÁTINA FI DDUNIA HASSANATAM WUAFIL ÁHIRATI HASSANATAM WUAQUINA ÃZÁBAL NNARI”2:201 (Nosso Senhor, conceda-nos o bem neste mundo e na vida futura e salve-nos dos castigos do fogo do inferno).


O jejum não se limita à abstenção do comer, do beber e das “relações” com as nossas esposas, desde o nascer ao pôr do sol. Todos os órgãos do corpo também devem jejuar. 1 – a língua, evitando conversas inapropriadas, a mentira, a difamação; 2 – a vista, evitando olhar o que nos desvia da recordação de Deus; 3 – a audição, ouvindo conversas maldosas e as intrigas; 4 – as mãos e os pés e os outros órgãos do corpo, que nos possam conduzir para o pecado. Abu Huraira (Radiyalahu an-hu) referiu que o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) disse: “Muitos dos que jejuam, não obtêm dos seus jejuns, excepto a fome. Muitos praticam as orações à noite e nada obtêm excepto o desconforto de permanecerem
acordados”. O crente deverá fazer todos os possíveis para manter, ao longo da sua vida, os órgãos do seu corpo em “permanente jejum”.


Aproveitemos o mês de Ramadan para: 1)- incrementarmos as nossas acções meritórias perante Deus; 2)- começarmos a praticar acções próprias dos residentes do paraíso; 3)- deixarmos definitivamente os vícios que são um atentado à nossa própria saúde e causadores de distúrbios familiares. Abu Huraira (Radiyalahu an-hu) referiu que o Profeta Muhammad (Salalahu Aleihi Wasalam) disse: “ A pessoa que jejuar durante o mês de Ramadan, com fé e esperança de alcançar o beneplácito de Deus, ser-lhe-ão perdoadas as faltas”. Bukhari e Muslim.


Quem recitar, o seguinte, 3 vezes depois das orações de Fajr e Assr, todos os seus pecados, mesmo do tamanho do mar, serão perdoados: “Asstahgfirullaha lazí lá illaha ilah wual há-iul kaiumo wua atubu ileihi”. “Peço perdão a Allah, nenhum ser é digno de adoração, excepto Ele; e Ele é Vivo, o Eterno; e eu volto-me para Ele.


“Rabaná ghfirli waliwa lidaiá wa lilmu-minina yau ma yakumul hisab”. “Ó Senhor nosso, no Dia da Prestação de Contas, perdoa-me a mim, aos meus pais e aos crentes”. Cur’ane 14:41


"Wa ma alaina il lal balá gul mubin" "E não nos cabe mais do que transmitir claramente a mensagem". Surat Yácin 3:17. “Wa Áhiro da wuahum anil hamdulillahi Rabil ãlamine”. E a conclusão das suas preces será: Louvado seja Deus, Senhor do Universo!”. 10.10. Um bom dia de Juma e votos de um mês de Ramadan repleto de benefícios espirituais.


Cumprimentos,


Abdul Rehman Mangá
05/07/2012

publicado por Re-ligare às 13:57
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2012
FALTAM APENAS DUAS SEMANAS!

A L M A D I N A

FALTAM APENAS DUAS SEMANAS!

Por: Sheikh Aminuddin Mohamad

 

02.07.20012

 

Todo aquele que andou na escola, de alguma forma viveu momentos de inquietação quando dos exames finais. Há quem se sentisse atrapalhado, olhando para um lado e para outro, por vezes ficava estático, com o coração a palpitar intensamente, não se apercebendo que o tempo útil para a prova de exame se ia esgotando. Alguns terão sentido vontade de chorar de remorsos pela amarga expectativa de perder o ano em virtude de não se terem esforçado no sentido de obter o aproveitamento que lhes permitisse encarar o exame com alguma serenidade.

Ocorrem-me alguns desses momentos por mim presenciados, quando na sala e em pleno exame, o supervisor anunciava que o tempo se estava a esgotar e que dentro de alguns instantes iria recolher as provas. Alguns dos colegas com fraco aproveitamento não conseguiam esconder a sua angústia por não terem capitalizado o tempo de que dispunham em função das perguntas que lhes eram apresentadas no texto de exame, não conseguindo portanto, responder muitas delas, o que certamente levava a que não transitassem para a fase seguinte dos seus estudos, aspiração de qualquer estudante.

 

Nessas ocasiões a preocupação é deveras grande, mas o estudante tenta serenar, pois a esperança que é a última coisa que morre, ainda lhe transmite alguma coragem, mas em vão. Muitos, ainda pegam na caneta e tentam rabiscar alguma coisa, mas as dificuldades por eles sentidas nas respostas às perguntas colocadas impedem-nos de prosseguir. Nesses momentos convencem-se de quão desleixados foram, pois durante todo o ano não assumiram que tal momento crucial chegaria, não se preparando e exercitando convenientemente ao longo do ano na resolução de diferentes questões nas matérias leccionadas, que mais tarde seriam susceptíveis de constar das provas de exame. Pensavam eles que seria tudo muito fácil, pelo que não se deram ao incómodo de rever a matéria, memorizar, passar algumas noites em branco no esforço por assimilarem a matéria.

 

A voz do supervisor dizia repetidamente: “Faltam 15 minutos”; “Faltam 10 minutos”; “Faltam apenas 5 minutos”; “Faltam apenas 2 minutos”; “Temos apenas 1 minuto”; “Tempo esgotado”!

 

Assim, o supervisor começava a recolher as provas de exame e quando isso acontecia, era difícil para o examinando acreditar que o tempo passara num ápice e que a sua memória o atraiçoara. Aí o estudante desventurado sentava-se e começava a pensar no que lhe acontecera, chorava e tentava levar a sua reflexão para além da sala de exame.

 

Transpunha esta ocorrência para um outro cenário, o do Exame Maior, o exame onde não haverá nem segunda chamada, nem segunda época, nem nenhuma outra opção. Ou se responde às perguntas e se passa para sempre, ou se reprova e fica-se irremediavelmente desgraçado para sempre. Este será o exame da vida perante Deus no Outro Mundo.

 

Enquanto no exame deste Mundo entramos para a sala sem sabermos quais serão as perguntas, o que pode criar alguma dificuldade, no exame do Outro Mundo já sabemos quais as perguntas que nos serão feitas, o que nos facilita a sua preparação e as respectivas respostas.

Segundo o Profeta Muhammad S.A.W., nesse dia do Grande Exame, nenhum de nós se moverá enquanto não responder a quatro perguntas:

 

- Onde passou a sua juventude (que boas acções praticou ao longo da sua juventude);

- Como ganhou e em que é que gastou as suas riquezas;

- Em que é que aplicou o conhecimento que foi adquirindo; e

- Onde passou a sua vida (que feitos relevantes praticou ao longo da vida).

 

É nesses momentos que a pessoa dá o real valor ao tempo, e compreende o que o Profeta disse: “Há duas graças que muita gente não dá o devido valor: a saúde e o tempo livre”.

(Relato de Al-Bukhari)

 

 

É nos momentos atrás descritos que o coração do examinando reage com fé, sente algum arrependimento, pois já se sente dentro de si alguma carga adicional de fé a partir da sala de exames da escola ou universidade onde estuda.

 

Desse exame final na escola da vida, começa-se a imaginar a agonia da morte, quando o termo da vida chegar e o tempo de se esforçar já tiver esgotado, assim como aconteceu  na sala de exames. Imagina a agonia da morte, a família que nesses momentos derradeiros o rodeia, a alma prestes a abandonar o seu corpo. Nesse momento, ele sozinho enfrentará as perguntas de exame, precisando de passar nesse interrogatório.

Todos os que chegam a esse momento crucial de agonia, desejam que tal lhe seja adiado por mais algum tempo, para melhor se prepararem a fim de passarem no exame da Vida Eterna. Têm muitos desejos e esperanças, querem um palácio no Paraíso, mas lá não são os desejos que funcionam, mas sim as acções.

 

É o momento em que ele quererá arrepender-se dos pecados e pedir perdão à Deus, reconciliar-se com os seus adversários, pagar o que lhes deve, ligar às relações uterinas, tratar bem os pais, observar o Zakaat (taxa fixa obrigatória), o Swalaat (orações rituais diárias), o jejum do Ramadhaan, etc.

 

As boas acções devem ser praticadas antes do tempo de exame chegar, pois nesse momento já não nos será adiado. O tempo e o desejo de voltar não nos será concedido, pois quando a vida de alguém chega ao fim, não lhe é adiantado nem atrasado um momento que seja.

Deseja voltar novamente atrás? Não ouvia o dia a dizer-lhe todos os dias quando amanhecia e quando anoitecia: “Ó filho de Adão! Sou um novo dia para ti, aproveita-me, pois se eu me for embora, jamais me apanharás. Tu és apenas um conjunto de dias, sempre que passa um dia, passou uma parte da tua vida”.

 

Nesse momento, as lágrimas escorrem dos nossos olhos com remorsos, e começamos a imaginar o Dia do Grande Exame acerca do qual o Profeta Muhammad S.A.W. diz: “Não existe ninguém de entre vós com o quem Deus não falará directamente sem qualquer intermediário, nem tradutor. Deus lhe perguntará: ‘Não te enviei o Mensageiro”? A isto o Humano responderá: “Sim”! Depois Deus perguntará: “Não te dei riquezas”? O Homem responderá: “Sim”!

(Relato de At-tabarani)

 

O que será de nós nesse exame? E qual será a nossa resposta? Será que vamos transitar ou reprovar?

 

Surgem muitas perguntas na nossa mente. Qual será o nosso resultado no dia de prestação de contas? Como será no meio de tanta gente desde o tempo de Adão até ao Fim do Mundo? Que vergonha sentiremos quando for anunciado o resultado das nossas acções perante tanta gente?

 

Esse será o verdadeiro Exame Final do qual devemos temer reprovar.

 

Devemos aprender da experiência do exame mundano.

 

Faltam apenas duas semanas para o sagrado mês de Ramadhaan. Ainda vamos a tempo de nos prepararmos para o nosso Exame Final.

 

Levantemo-nos, preparemo-nos e esforcemo-nos para podermos transitar, tanto neste como no Outro Mundo, para que não nos arrependamos à última hora.


publicado por Re-ligare às 15:14
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Terça-feira, 3 de Julho de 2012
JEJUM, UM ALIMENTO PARA A ALMA

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus)


Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus, o Beneficente e Misericordioso)


JUMA MUBARAK

 

“Ó vós que credes! É-vos prescrito o jejum, como foi prescrito aos vossos antepassados, para que possais temer a Deus”. Cur’ane 2:183.


Todos os louvores são para Allah, o Único, o Criador de tudo o que existe. Que a Paz de Deus esteja com todos os Profetas, que se sacrificaram para nos deixarem a mensagem de Deus, o Misericordioso e Perdoador. As Bênçãos e a Paz de Deus estejam, com o Profeta Muhammad, sua família e seus companheiros. A Paz e Misericórdia de Deus estejam com todos os crentes.


Para desempenharmos as diversas tarefas para a nossa subsistência, o nosso corpo necessita de ser convenientemente alimentado. Só assim conseguiremos ter a energia suficiente, para as tarefas (árduas) diárias. Outro sinal da fraqueza do ser humano é o sono. Para retemperar a energia intelectual e descansar o corpo, o homem necessita de dormir certas horas por dia. E Deus está isento destas necessidades.


Para qualquer acto de adoração, o ser humano necessita de ter um corpo saudável e uma mente sã. Para o jejum prescrito para o mês de Ramadan, se o crente não se encontrar em condições, não o deve fazer. “Allah não sobrecarrega a nenhuma alma, para além das suas possibilidades….” Cur’ane 2:276. As doenças crónicas, a idade precoce ou muito avançada e o estado de gravidez são alguns dos exemplos
que nos libertam desta obrigação. Em certos casos, depois de recuperar a saúde, deveremos “pagar” os dias perdidos. “Deus vos deseja a comodidade e não a dificuldade”. Cur’ane 2:185. Durante o mês de Ramadan, somos exortados, por exemplo, a acordar antes da aurora, para comermos, a fim de sentirmos forças, para suportar o dia. Somos também alertados para não continuarmos com o jejum, para além hora prescrita.


Entre os mais afortunados nos bens materiais e também entre os menos afortunados, há os que foram abençoados por Allah Subhana Wataala, com uma forte fé em Deus, nas Suas Escrituras e nos Seus Profetas. Além de fazerem o jejum obrigatório do mês de Ramadan, fazem também jejuns facultativos ao longo do ano. Porém, outros gostariam de fazer mais, mas o corpo os atraiçoa. Não têm possibilidades financeiras para se alimentarem convenientemente, a fim de suportarem muitos dias de jejum, mesmo que alternados, como é recomendável. Sobre este tipo de crentes, recordemos uma passagem ocorrida com Anas Bin Malik (Radiyalahu an-hu): Uma vez foi servida uma comida especial. Quando Anas começou a comer, manteve um pedaço na boca durante algum tempo e depois olhou para as outras pessoas e começou a chorar. Depois justificou-se, dizendo: “Por Allah, acompanhei pessoas que se tivessem oportunidade de terem esta comida, teriam jejuado mais frequentemente. Um deles encontraria somente leite misturado com agua (como comida), que beberia e começaria a jejuar”. –Al-Mu’afa Bin Imran – Kitab Al-Zuhd, nº. 125.

 

Tal como o corpo, a alma também necessita de “alimentos”. Durante o ano inteiro, o crente preocupou-se mais com a vida familiar, com o sustento e com o lazer. Muitas vezes esqueceu-se de que Deus é o melhor Sustentador. Não cuidou convenientemente da alma. Deus, com a sua infinita Misericórdia, deu ao muçulmano, o mês de Ramadan, para lhe possibilitar corrigir a situação anterior e melhorar o futuro. O mês de Ramadan, exerce no crente, um fascínio, uma atracção, difícil de explicar. É neste mês, que o crente, para além do jejum, encontra tempo e vontade para se dedicar ainda mais às orações facultativas e ajudar os mais necessitados. É um verdadeiro milagre. O que consome bebidas alcoólicas, deixa o vício de lado. Aquele que pouco reza a Deus, aproveita este mês para intensificar as orações e as preces.


Ao longo do mês do Ramadan, os crentes “invadem” as Mesquitas. À noite, depois da última oração obrigatória, acompanham a oração do Tarawi, ouvindo e seguindo a recitação do Cur’ane. Regressam à casa cansados, mas com a fé mais fortalecida e a alma alimentada. Prontos para acordarem na madrugada do dia seguinte, para mais um dia de jejum, de privação voluntária de alimentos. Passarão mais um dia, recordando a Deus, baixarão os seus olhares, ”taparão” os ouvidos, evitando as conversas fúteis e maliciosas.


Alhamdullilah!, com a graças de Allah, nosso Criador, faltam poucos dias para recebermos o nosso hóspede – o Ramadan. Saibamos aproveitar a presença dele para recordar o que aprendemos quando frequentávamos as Madressas. Na embalagem, aprender o que não sabemos. Intensifiquemos o nosso Zikr, mantendo a nossa língua ocupada na recordação de Deus. Para além das orações obrigatórias, aproveitemos para fazer as facultativas. Comecemos a fazer o Salat Tahiatul Uzú (cumprimentado o Uzú), depois de cada ablução ou banho. Ganhemos esse hábito,
para o realizar ao longo da nossa vida. Vamos pedir perdão, pelas nossas falhas cometidas, efectuando o Salat Taubah. Auxiliem os necessitados com bens materiais, ou mesmo com boas palavras. Façam muitas preces para vós mesmos, para os vossos familiares e amigos. E façam o favor, lembrem-se de mim nas vossas preces. Habitue os seus, em especial aos mais novos, para pedirem perdão para os vivos e os falecidos. Se é pai, mãe, filho, irmão, familiar ou simplesmente amigo de alguém que já nos deixou, alimente a alma dele, pedindo Àquele que é o mais Misericordioso de todos os misericordiosos. Seguramente que amanhã, seremos nós os necessitados.


“Rabaná ghfirli waliwa lidaiá wa lilmu-minina yau ma yakumul hisab”. “Ó Senhor nosso, no Dia da Prestação de Contas, perdoa-me a mim, aos meus pais e aos crentes”. Cur’ane 14:41.


"Wa ma alaina il lal balá gul mubin" "E não nos cabe mais do que transmitir claramente a mensagem". Surat Yácin 3:17. “Wa Áhiro da wuahum anil
hamdulillahi Rabil ãlamine”. E a conclusão das suas preces será: Louvado seja Deus, Senhor do Universo!”. 10.10.


Um bom dia de Juma e de um mês de Ramadan, repleto de muitas bênçãos.


Cumprimentos,


Abdul Rehman Mangá
28/06/2012
Abdul.manga@gmail.com

publicado por Re-ligare às 12:53
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2012
“LA ILAHA – ILLA LLAH” – Não há outra divindade, senão Deus, a Única Divindade

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus)


Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus, o Beneficente e Misericordioso)


JUMA MUBARAK

 

Todos os louvores são para Allah, o Único, o Criador de tudo o que existe. Que a Paz de Deus esteja com todos os Profetas, que se sacrificaram para nos deixarem a mensagem de Deus, o Misericordioso e Perdoador. As Bênçãos e a Paz de Deus estejam, com Muhammad, sua família e seus companheiros. A Paz e Misericórdia de Deus estejam com todos os crentes.


O ser humano tem uma vida agitada, cheia de altos e baixos. Hoje está amuado, por causa dos problemas que afectam a sua vida particular. Mas amanhã poderá estar satisfeito, porque a situação poder-se-á inverter. Está sempre preocupado com a sua subsistência e com o futuro dos seus. Nesta correria, muitas vezes esquece-se de que existe o Criador de todas as coisas. O Criador da abundância, da fome, da saúde e da  doença.”Não há deus, salvo Ele (Allah), Ele é que dá a vida e a morte”. Cur’ane 7:185. Nos momentos de alegria, da dor, da pobreza e da riqueza. devemos recordar a Deus. Nos momentos de satisfação o submisso a Deus, exclama: Al Hamdullilah (Louvado seja Deus): Nos momentos de aflição, quando se sente em baixo, pede apoio ao Único que lhe pode acudir: LA ILAHA – ILLA LLAH.


O Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) referiu: “a melhor prece, é a prece no Dia de Arafat e o melhor que eu e os Profetas que me antecederam, foi ter dito “Não há deus senão Deus, sem nenhum parceiro - LA ILAHA – ILLA LLAH, WAHDAHÚ LÁ SHARIKA LAH” Maliks Muwatta 15:8.32.


Muitas vezes a nossa fé atinge níveis baixos preocupantes, devido aos pecados ou à nossa distracção. Quando os nossos corações ficam manchados, devemos remover as nódoas, pedindo perdão (Astagfirullah!) e ao mesmo tempo renovar e fortalecer a nossa convicção em LA ILAHA – ILLA LLAH- Não há outra divindade, senão Deus, a única Divindade). Abu Huraira (Radiyalahu an-hu) referiu que o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalamo) disse: “Continuem a renovar o vosso iman (fé)”. Os companheiros quiseram saber como. Ele respondeu: “Recitando constantemente “LA ILAHA – ILLA LLAH”. Se os pecados aumentarem, os nossos corações ficarão enegrecidos: “Qual, em seus corações há a infâmia, a desonra, pelo que cometeram”. Cur’ane 83:14.


Quando ouvimos ou vemos algo contrário aos nossos princípios religiosos, apaguemos essa imagem com LA ILAHA – ILLA LLAH. Ensinai estas palavras às vossas crianças, na altura delas começarem a aprender a falar. Incentivai-as para que continuem a pronunciar este testemunho de fé, ao longo das suas vidas. Será uma facilidade na altura da morte. Muitas vezes, certos pecados não “removidos”, dificultam a recitação do Kalimah àqueles que se encontram na agonia da morte. Por isso, sempre que cometermos um pecado, devemos “removê-lo” a tempo, pedindo perdão e praticando a seguir uma boa acção. “Implorai o perdão do vosso Senhor e voltai-vos a Ele, arrependidos…” 11:3. Sempre que magoarmos alguém, proferindo palavras injuriosas, devemos reflectir e pedirmos desculpas pela nossa atitude. Recitemos alto na presença daquele que está às portas da morte. “ASTAHFIRULLAH - LA ILAHA – ILLA LLAH MUHAMMADU RASSULU LLAH - Peço perdão a Deus, Não há outra divindade, senão Deus e Muhammad é o mensageiro de Deus”, como forma de o lembrar e o incentivar a declarar esta chave para o paraíso. Felizardo aquele que pronunciar estas palavras na altura da sua morte.

 

Quando vamos acompanhar um ente querido para o deixarmos na sua morada provisória, a sepultura, ficamos perturbados com a pequenez e a escuridão do local. Um arrepio invade o nosso corpo e desperta-nos para a realidade que muitas vezes esquecemos: também lá iremos parar, mais cedo ou mais tarde. A recitação regular e com convicção de LA ILAHA – ILLA LLAH, será uma vela, uma lâmpada, uma iluminação que nos fará companhia e não nos abandonará até ao dia da Prestação de Contas, até que sejamos admitido no paraíso. Utban Bin Malik Al-Ansari, que era um dos homens da tribo de Bani Salim, referiu: “O apóstolo de Deus veio ter comigo e disse: “Se alguém se apresentar no dia da Ressurreição e
que tenha dito LA ILAHA – ILLA LLAH, com sinceridade e com a intenção de obter a satisfação de Deus, Deus fará que o fogo do inferno lhe seja proibido”. Bukari 76:431.


Recitar simplesmente LA ILAHA - ILLA LLAH, não será o suficiente para a obtenção da chave do paraíso. A recitação deste Kalimah, deve reflectir com sinceridade, as nossas convicções espirituais, não só do momento, mas da maior parte da nossa vida. Quando declaramos que não há outra divindade, excepto Deus, é porque todas as nossas orações e as nossas preces são só a Ele dirigidas. E por isso devemos seguir os Seus mandamentos e as orientações dos Seus Profetas. Devemos estar entre o temor a Deus e a esperança da Sua infinita Misericórdia. Só assim é que faz sentido que LA ILAHA - ILLA LLAH nos conduza ao paraíso.


O ser humano é por natureza pecador. “Todos os filhos de Adão são pecadores e os melhores dentre os pecadores, são aqueles que se arrependem”. Tirmidi. Mas há certos tipos de pecados para os quais teremos de prestar contas. No entanto, Deus perdoa a quem quer e castiga a quem quer. Anas (Radialahu an-hu) referiu que o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) disse: “Allah, Todo Poderoso, decretará no Dia do Julgamento: “Tirem do inferno, a pessoa que professou LA ILAHA - ILLA LLAH. E tirem aquele que tinha fé no interior do seu coração do tamanho de um grão. Tirem todos estes que recitaram LA ILAHA - ILLA LLAH ou Me recordaram em qualquer altura ou Me temeram em qualquer ocasião”.


Abu Darda (Radiyalahu an-hu), referiu que Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam) disse: “A pessoa que recitar LA ILAHA – ILLA LLAH cem vezes diariamente, no Dia do Julgamento Final, será ressuscitada com a sua face brilhando como a lua cheia e ninguém a ultrapassará nesta categoria excepto aquele que recitar o Kalimah mais vezes do que ele”. Ibn Majá


LA ILAHA – ILLA LLAH, WA LÁHU AKBAR, WA ANÁ MINAL MUSLIMINA- Ninguém é digno de ser adorado, excepto Allah, Deus é o Maior e eu sou submisso a Deus.


Rabaná ghfirli waliwa lidaiá wa lilmu-minina yau ma yakumul hisab”. “Ó Senhor nosso, no Dia da Prestação de Contas, perdoa-me a mim, aos meus pais e aos crentes”. Cur’ane 14:41


"Wa ma alaina il lal balá gul mubin" "E não nos cabe mais do que transmitir claramente a mensagem". Surat Yácin 3:17. “Wa Áhiro da wuahum anil hamdulillahi Rabil ãlamine”. E a conclusão das suas preces será: Louvado seja Deus, Senhor do Universo!”. 10.10.


Cumprimentos
Abdul Rehman Mangá
21/06/2012
abdul.manga@gmail.com

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Quarta-feira, 20 de Junho de 2012
MI'RAJ — A Ascensão do Profeta. Muhammad (s.a.w.) aos Céus. Por: M . Yiossuf Adamgy

Em nome de Deus, o Beneficente, o Misericordioso

Glorificado seja Aquele que, durante a noite, transportou o Seu servo, tirando-o da Sagrada Mesquita (em Makkah = Meca) e levando-o à Mesquita de Al Aqsa (em Jerusalém), cujo recinto bendizemos, para mostrar-lhe alguns dos Nossos sinais. E Ele é o Omniouvinte, o Omnividente.

- (Alcorão 17:1).

 

Prezados Irmãos,

Assalamu Alaikum (Que a Paz esteja con-vosco).

 

Os muçulmanos vão celebrar, relembrando, in-cha-Allah, no próximo dia 26 de Mês de Rajab de 1433, 16 de Junho de 2012, a Mi´raj, a Ascensão do Profeta Muhammad (s.a.w) da Mesquita de Meca à Mesquita de Jerusalém (Maçjid-ul-Aqssa, a Mesquita mais distante), erguida próxima ao Domo da Ro-cha, também conhecida como a Mesquita de Omar. E daí, depois a sua Ascensão aos Céus. O evento tem um significado triplo para os muçulmanos: histórico, sagrado e místico.

 

O facto histórico está situado em 620 do calendário cristão. Haviam 10 anos que o Profeta Muhammad (s.a.w) recebera a reve-lação dos primeiros versículos do Alcorão e há cerca de oito pregava em público a devo-ção a Deus Único. Kadhija (r. a.), sua esposa e a primeira lhe apoiar, falecera no ano anterior. O Profeta (s.a.w) contava apenas com alguns poucos seguidores, estava iso-lado dentro da própria tribo (os coraixitas), sem nenhum protector humano desde a mor-te do seu tio Abu Talib e no limite das suas forças. A permanência em Meca se tornará insustentável. A confiança na protecção divi-na não significa descuidar de si mesmo (está escrito, Allah não muda o destino de um povo, até que o povo mude o que tem na alma (Alcorão 13:02), e a única saída pos-sível para evitar a agressão física era uma aliança com um outro clã e a transferência para outra cidade.

 

Sem obter sucesso para esse plano, uma noite o Profeta (s.a.w) rezou na Caaba e de-pois adormeceu. Sentiu, então, ser acordado pelo arcanjo Gabriel (a.s.), e colocado na ga-rupa de um cavalo celeste (Buraq).

 

A Viagem Nocturna (al-isrá) teve uma pa-ragem em Jerusalém, no Monte do Templo, onde hoje se encontra a Mesquita de Al Aqsa. Aí, encontrou-se com vários dos gran-des Profetas, entre os quais, e tendo em conta as versões de uso mais corrente, Abra-ão, Moisés e Jesus (a.s.). Em conjunto, efec-tuaram a oração ritual, tendo Muhammad (s.a.w.) na altura assumido a função eminen-temente simbólica de Imame. Seguidamente, Muhammad (s.a.w.), sempre guiado por Ga-briel, subiu de céu em céu, tendo por base o local exacto que em Jerusalém, liga as duas dimensões do Universo. Foi-lhe possível contemplar o Paraíso e o Inferno. A cada Céu, encontrou-se com um Profeta — o pri-meiro presidido por Adão; o segundo, por Jesus e João Batista; o terceiro, por José; o quarto, por Enoc; o quinto por Aarão; o sexto, por Moisés e, o sétimo, por Abraão — que antecede o Trono de Allah.

 

A dimensão sagrada da al-isrá wal mi’raj está contida na mensagem recebida pelo Profeta (s.a.w) durante a sua estadia na esfe-ra divina e em contacto com Senhor do Uni-verso: a salat ou a obrigação da oração, cinco vezes ao dia. A importância da oração canónica, como um dos cinco pilares do Islão, pode ser medida pelo facto de que ela é a única recomendação transmitida directamente por Deus ao Profeta Mu-hammad (s.a.w.), sem a intermediação do arcanjo Gabriel, como ocorreu para o texto do Alcorão Sagrado. No Livro do Islão, a ora-ção é citada 117 vezes como um dom con-cedido aos seres humanos para a sua as-censão espiritual. «Sou Allah. Não há divin-dade além de Mim! Adorai-Me, pois, e observai a oração, para celebrar o Meu nome» (Alcorão, 20:14). «É certo que prosperarão os crentes, que são humildes em suas orações» (Alcorão, 23:1-2). A essência desta mensagem é a mesma dos avisos feitos a Moisés (a.s.), no Monte Sinai, e da última recomendação de Jesus (a.s.), no Monte das Oliveiras.

 

Toda a Criação, por sua própria natureza, está submetida e louva ao Senhor, mas só ao ser humano foi concedida uma parcela de livre-arbítrio. Essa possibilidade de escolha é o que nos aproxima da «imagem de Deus», nos torna os únicos, entre todas as coisas criadas, «capacitados e livres para rezar». A escolha que fazemos determina a grandeza ou a tragédia da nossa condição. Escolher rezar não é a opção mais fácil. Ao contrário! A oração — como expressão da nossa livre escolha — não tem relações com a passi-vidade diante da realidade ou da fé. Exige e estabelece compromissos. Orar pressupõe, sobretudo, agir nos caminhos de Deus. Orar e agir é a única via que nos permite ascender espiritualmente. (Alcorão 2:177).

 

Maioria dos eruditos islâmicos vêem al-isrá val mi’raj como a ascensão física do Profeta Muhammad (s.aw) aos céus — uma expe-riência mística e pessoal; uma experiência fundamental para o desenvolvimento da espi-ritualidade islâmica.

 

Naquele mesmo ano em que se deu a Mi’raj (a Ascenção), o Profeta Muhammad (s.a.w.) converteu seis peregrinos que tinham vindo a Meca de um oásis fértil, habitado por árabes e judeus no meio do deserto. Dois anos depois, seria feita a Hégira, a célebre migração de Meca para Medina, e iniciada a contagem da era Islâmica.

 

Os Muçulmanos de todo o mundo celebram e relembram esta Ascensão do Profeta Mu-hammad (s.a.w.) aos Céus, agradecendo a Deus as cinco orações que Ele prescreveu para o povo muçulmano que, desde então não cessa de as praticar, diariamente, em to-do o mundo.

 

Que Allah nos oriente no saudável cumpri-mento dos seus mandamentos.

 

Que a Paz esteja convosco. Wassalam Alaikum W. W.■

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RELEMBRANDO: A NOITE DE MI’RAJ

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus)


Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus, o Beneficente e Misericordioso)


JUMA MUBARAK

 

Refere o sagrado Cur’ane: “Glorificado seja Aquele que transportou, durante a noite, o Seu servo, da Mesquita sagrada (em Makka), à distante Mesquita de Al-Aqsa (em Jerusalém), cujos arredores abençoamos, para mostrar-lhe alguns dos nossos sinais. Deus ouve tudo e vê tudo”. Cap.17, Vers.1.


Devido à preocupação do Profeta Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam) por causa do seu umah (seguidores), não só por aqueles que o acompanhavam mas também por todos aqueles que iriam nascer depois dele, até ao final do mundo), Deus, nosso Criador, para o tranquilizar, concedeu-lhe a noite de Mi’raj.


Isrá, significa viagem nocturna que o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) efectuou a partir de Makkah, para Jerusalém. Mi’raj, é derivado da palavra Uruj, que significa subida aos céus.


No edifício original da Caaba, onde os jovens Quraischitas e o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) costumavam descansar, veio Jibrail (Aleihi Salam) – O Anjo Gabriel, que a Paz de Deus esteja com ele-, acompanhado de outros anjos, levaram o Profeta (Salalahu Aleihu Wassalam) para junto do poço da agua de zam-zam, abriram-lhe o peito, retiraram-lhe o coração que foi lavado. De seguida encheram o seu peito de fé e de luz e depois fecharam o peito.


Com o animal que os anjos trouxeram o – Buraq, mais veloz que o relâmpago, o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) foi transportado para  Jerusalém. Na Mesquita sagrada de Al.Aqsá, fez dois rakates (2 ciclos de oração). Quando saiu da Mesquita, o Anjo Gabriel (Aleihi Salam),
apresentou-lhe 2 taças. Uma com vinho e outra com leite. O Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) preferiu o leite, pelo que o anjo referiu: “Ainda bem que preferiste o taça de leite, porque senão a tua comunidade desviar-se-ia do bom caminho”.


Ambos ascenderam ao céu. Na respectiva porta perguntaram quem é! Respondeu o anjo: “É o Anjo Jibrail acompanhado de Muhammad”. Perguntaram: “Foram chamados?”. Sim, disse ele. As portas do céu abriram-se.


No primeiro céu viram um homem com muitas sombras nas duas faces da cara. Quando o homem olhava para o lado direito da cara, sorria. Quando olhava para o lado esquerdo da cara, chorava. O Profeta perguntou ao anjo, quem era. Respondeu-lhe: “ é o teu pai Adam (Adão),
Aleihi Salam”. Do lado direito, estão as pessoas todas que irão para o paraíso. Do lado esquerdo, estão os que irão para o inferno.


O Profeta foi passando por todos os céus, fazendo perguntas e obtendo respostas. Em cada céu, encontrava-se com Profetas (Aleihi Salam). Encontrou-se com Issa (Jesus) e Yáhhá (João Baptista), Que a Paz de Deus esteja com eles, que lhe apresentaram boas vindas. Depois
encontrou-se com os Profetas José, Idriss, Aarão e com Moisés (que a Paz de Deus esteja com eles). Ao falar com o Profeta Mussa - Moisés (que a Paz de Deus esteja com ele), o Profeta Moisés começou a chorar e disse: “Ó meu Deus; Tu enviaste este jovem Mensageiro depois de mim, cujos seguidores serão mais a entrarem no paraíso do que os meus.”


No sétimo céu, foi recebido pelo Profeta Ibrahim (Abraão), que a Paz de Deus esteja com ele. O Anjo Jibrail, que sempre acompanhava o Profeta Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam), disse-lhe: “Este é o teu pai”.


A seguir foi apresentado a Allah, Senhor dos mundos, o Uno, o Majestoso. A distância em que o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) se encontrava com Allah, Subhana Wataala, era somente o equivalente a dois arcos (arcos de atirar flechas). O Profeta chegou tão perto, onde o Anjo
Jibrail nunca tinha chegado. Se o Anjo Jibrail desse mais um passo, transformar-se-ia imediatamente em cinzas!


Aí começou o diálogo entre Allah, nosso Criador e o seu Mensageiro: Deus diz que chegou o momento de estarmos juntos. O Profeta responde que chegou o momento de estar com Allah. Allah, Subhana Wataala, diz que todo o universo é para si ó Rassulullah. Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam) responde que: “deixei tudo para satisfazer a Allah, somente para adorar a Allah.


O Profeta levou 3 ofertas para Allah: 1)- ATAHIATO LILAHI; 2)- WA SALAWATO; 3)- WA TAHIBATO. Atahiato Lilahi – Toda a adoração (ibádate) que é efectuada no mundo verbalmente; Wa Salawato – Toda a adoração que é efectuada no mundo, fisicamente; Wa Tahibato – Toda a adoração que é efectuada no mundo, monetariamente e com bens mundanos, É SÓMENTE PARA AGRADAR A ALLAH.


O Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam), não regressou de mãos vazias. Trouxe também 3 presentes de Allah, Subhana Wataala: 1) – ASSALAMO ALEIKA AIHUHANABÍ; 2) – WA RAHMATULAHI; 3- WA BARAKATUHU.


Assalamo Aleika Aihuhanabi – Que a Paz esteja acima de ti.
Wa Rahmatulahi – Rahmat (Misericórdia) estejam também acima de ti;
Wa Barakatuhu – As bênções também acima de ti.
Sendo que a preocupação do Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) era por causa do seu rebanho, seus seguidores, o que seria deles no dia do julgamento final? Aí o Profeta depois de receber as 3 ofertas, disse: ASSALAMO ALEINA WAALÀ IBADILAHI SUALIHINA – Que a Paz não só acima de nós, mas também acima de todas as pessoas piedosas.
Em baixo o Anjo Jibrail, ao ouvir aquelas palavras disse em voz alta: ASH-HADU AN LA ILAHA ILALAHU, WA ASH HADU ANÁ MUHAMMAD ABDUHU WA RASSULUHU – Testemunha a unidade de Allah e que Muhammad é o Seu servo e apóstolo. Os muçulmanos lembram-se deste Atahiato, todos os dias nas suas 5 orações.


Depois, Allah, nosso Senhor, instituiu a Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam) 50 orações diárias.


Quando o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) estava de regresso, voltou a encontrar-se com o Profeta Mussa (Aleihi Salam), que lhe perguntou o que Allah lhe tornou obrigatório para ele e para a sua comunidade. Respondeu: “50 orações diárias.” Mussa (Aleihi Salam) disse: “A tua
comunidade não conseguirá cumprir com isso, porque eu tenho experiência dos filhos de Israel. Volta ao nosso Senhor e pede-Lhe que reduza o número das orações.


Na primeira redução conseguida para 45 orações, o Profeta Mussa (Aleihi Salam), continuou a dizer que os seus seguidores não conseguirão cumprir, pelo que lhe recomendou outra vez, ir solicitar uma redução. Com vários vai e vem, finalmente o Profeta Muhammad (Salalahu Aleihi
Wassalam) conseguir a redução para 5 orações diárias. Aí disse ele que já tinha vergonha de ir solicitar nova redução. Aí ouviu Allah, dizer: “Ó Muhammad! Na minha ordem já não haverá mais alterações. As orações obrigatórias serão apenas 5, mas a recompensa de cada oração será equivalente a 10 orações, o que equivale a mesma, às 50 orações diárias. Quando o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) regressou à terra, o Anjo Jibrail (Que a Paz de Deus esteja com ele), ensinou-lhe como fazer as orações.


O Profeta sempre se preocupou com todo o seu Umah e em especial com aqueles que virão depois dele, conforme é referida no seguinte hadice: O Profeta Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam), uma vez estava com os seus companheiros e disse: “Quando verei eu os meus irmãos?”. E os companheiros perguntaram-lhe surpreendidos, se eles não eram os seus irmãos. E ele respondeu “Vós sois os meus companheiros; mas os meus irmãos serão aqueles que acreditarão em mim sem nunca me terem visto”. – Hadice narrado por Ahmed. Alahhuma Sali Alã Muhammad Waalã Alihi Wassalam.


“Rabaná ghfirli waliwa lidaiá wa lilmu-minina yau ma yakumul hisab”. “Ó Senhor nosso, no Dia da Prestação de Contas, perdoa-me a mim, aos meus pais e aos crentes”. 14:41.


"Wa ma alaina il lal balá gul mubin" "E não nos cabe mais do que transmitir claramente a mensagem". Surat Yácin 3:17. “Wa Áhiro da wuahum anil hamdulillahi Rabil ãlamine”. E a conclusão das suas preces será: Louvado seja Deus, Senhor do Universo!”. 10.10.


Cumprimentos
Abdul Rehman Mangá
14/06/2012
abdul.manga@gmail.com

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Segunda-feira, 11 de Junho de 2012
OS INÚMEROS BENEFÍCIOS PELO CUMPRIMENTO DA RELIGIÃO

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus)


Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus, o Beneficente e Misericordioso)


JUMA MUBARAK

 

Terceira e última parte.


Continuação do tema referente aos seis dos milhares benefícios que foram referidos pelo Maulana Umar Palanpuri (Rahmatulahi Aleihi), (que Allah tenha Misericórdia dele e lhe conceda o paraíso). Allah Subhana Wataala os concederá aqueles que forem cumpridores assíduos dos Seus Mandamentos: 1) A tranquilidade; 2) a vida pura; 3) a Baraka – a abundância: 4) o amor de outras pessoas; 5) a aceitação das preces e 6) o ficar conhecido entre os anjos.


A aceitação das preces, constituirá o quinto benefício. O crente sabe que só pode dirigir as suas preces a Deus, o Criador de todas as coisas. “Adorai a Deus e não Lhe atribuais parceiros…” Cur’ane 4:36. É de bom carácter e não se cansa de pedir a Deus para preencher as suas necessidades. Na generalidade, as suas preces são aceites, porque pede a Deus só aquilo que é permitido e bom para ele. Ó Allah, aceitai as preces de todos os que são submissos a Ti! “Rabbaná Wuatakabbal duãi – Senhor nosso, aceitai a nossa prece”. Surat Ibrahim 14:40. Pede que a sua família siga sempre o caminho da verdade e não a da perdição. Yá Hadi Hehdina Siratal Mustaquim. Pede provisão para ele, para a família e para os necessitados. Pede saúde para que possa ter forças para ajudar os que sofrem com a falta dela. É paciente, sabe que se Deus não lhe dar aqui neste mundo, é porque não será bom para ele. Obtém o essencial para viver e para dar aos outros. Apesar de realizar acções destinadas aos residentes do paraíso, tem consciência que é um ser humano e está sempre sujeito a tentações. De um momento para o outro e mesmo às portas da morte, pode ser tentado e morrer descrente. Por isso pede humildemente a Deus para que lhe faça morrer muçulmano (submisso a Ele). “’Ó Criador dos céus e da terra. Tu és o meu Protector neste mundo e no outro. Faz com que eu morra muçulmano (submisso a Ti) e junta-me aos virtuosos”. Surat Yussuf: 101. E a prece que mais recita é: “Rabbaná átina, fi ddunia, hassanatan, wuafil áhirati hassanatan wuaquiná ázabal nnari” “Nosso Senhor, conceda-nos o bem neste mundo e no akhirat (vida futura) e salve-nos dos castigos do fogo (do inferno)”. Cur’ane 2:201.


Por ser um pessoa temente e cumpridor dos mandamentos de Deus e ter aceite as claras evidências das palavras do Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam), beneficiará do sexto benefício, ficando conhecido entre os anjos. Abu Huraira (Radiyalahu anhu) referiu que o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) disse: Os anjos continuam a pedir o perdão de Deus para os que estão nos seus mussalah, dizendo: “Ó Deus! Seja Misericordioso com ele”. Bukhari. Nos dias de Juma, às portas das Mesquitas, os anjos apontam os nomes das pessoas que vão chegando para a oração. Pelas horas e ordeens de chegada, terão recompensas, respectivamente, como se tivessem sacrificado um camelo, uma vaca, um carneiro, uma galinha, ou um ovo. O crente não expõe na casa, quaisquer imagens.

 

“Os anjos não entram nas casa onde existam imagens”. Para ficar na companhia dos anjos, quando entra em casa, cumprimenta a família, dizendo em voz alta: “Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu” e recita o surat Iklas e pede bênçãos para o Profeta (Salalahu Aleihu Wassalam). Esta forma de saudação é utilizada, mesmo que não esteja ninguém em casa. “… e Quando entrardes numa casa, cumprimentai-vos mutuamente, com uma saudação bendita e cordial, com referencia a Deus….” Cur’ane 24:61.


Ao visitar um irmão de fé, o crente será saudado por um anjo. Abu Huraira, Radiyalahu an-hu) referiu que Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam) disse: Um homem que se dirige a um outro povoado para visitar o seu irmão, pelo amor a Deus que os une, no seu regresso, Deus lhe envia um anjo para lhe dizer: “ Deus te ama, tal como amas outro, por amor a Ele”. Muslim. Quando chega a hora das orações, Israil (Aleihi Salam), o anjo da morte, vê quem efectua as orações. A prática regular das orações, permite a Israil ficar familiarizado com o crente. Este conhecimento irá beneficiá-lo na altura da morte, porque é o momento em que o sheitane procura desviar a atenção das pessoas e muitas morrem sem pronunciar a chaada- LA ILAHA – ILLA LLAH. Assim, Israil irá afastar o sheitan, permitindo o crente pronunciar a palavra chave para o paraíso.


Ó Tu, mais Misericordioso dos que mostram a misericórdia, peço-Te que recompenses com o Paraíso, todos os piedosos que nos deixaram ensinamentos, nos quais inspiramo-nos para aumentar a nossa fé e o nosso carácter. Para Ti será o nosso retorno. Amin.


“Rabaná ghfirli waliwa lidaiá wa lilmu-minina yau ma yakumul hisab”. “Ó Senhor nosso, no Dia da Prestação de Contas, perdoa-me a mim, aos meus pais e aos crentes”. 14:41.


"Wa ma alaina il lal balá gul mubin" "E não nos cabe mais do que transmitir claramente a mensagem". Surat Yácin 3:17. “Wa Áhiro da wuahum anil
hamdulillahi Rabil ãlamine”. E a conclusão das suas preces será: Louvado seja Deus, Senhor do Universo!”. 10.10.


Votos de um bom dia de Juma.
Cumprimentos
Abdul Rehman Mangá
07/06/2012

publicado por Re-ligare às 18:01
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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
OS INÚMEROS BENEFÍCIOS PELO CUMPRIMENTO DA RELIGIÃO

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus)


Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus, o Beneficente e Misericordioso)


JUMA MUBARAK

 

Primeira Parte
A insatisfação, é uma das característica do ser humano. Está sempre a correr, procurando o seu sustento. Mesmo que Deus lhe dê o suficiente para viver com dignidade, procura amealhar mais e mais, esquecendo que a morte está sempre à espreita. Vive amargurado com os problemas que lhe afectam. Quando é contrariado, Irrita-se por tudo e por nada. Por um lado a insatisfação é salutar, porque obriga o ser humano a descobrir meios tecnológicos avançados para produzir mais riqueza. Mas a insatisfação desmedida, provoca uma sensação de vazio. Não tira proveito do muito que tem e não partilha a riqueza com os familiares e os necessitados. Quando o “clik” acontece, acorda, mas já é tarde, pois com a idade avançada, na prática, os seus bens já não lhe pertencem. Abu Huraira (Radiyalaho an-hu) referiu que alguém perguntou ao Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam), qual a melhor caridade que merece maior recompensa. Ele respondeu: “É quando se entrega a caridade no gozo de plena saúde, com poucos meios e temendo a pobreza, mas com esperanças de enriquecer. Que não aconteça só na altura da morte, quando os
bens já não lhe pertencem e diz: “isto é para fulano, aquilo para beltrano”, quando na realidade os bens já não lhe pertencem”. Bukhari e Muslim. Quando for acompanhado para a sua morada provisória, a sepultura, nada levará, senão um pano branco para lhe cobrir a nudez.


Outro seu semelhante, Waliulá, amigo de Deus, também é um trabalhador incansável. Produz riqueza e é justo no relacionamento com os  familiares, com os empregados, clientes e fornecedores. Partilha a riqueza com os necessitados e recomenda os seus para a fraternidade. Tem tempo para o seus negócios e para a adoração a Deus. Está sempre agradecido a Deus pela prosperidade e pela tranquilidade Procura estar 24
horas ao serviço de Deus. e o seu negócio corre bem.


Ainda outro seu semelhante, também Waliulá, amigo de Deus, é trabalhador e justo no relacionamento com todos. Mas a sua vida particular, incluindo os seus negócios, não correm bem. Mas mesmo assim, é paciente e pede a ajuda a Deus, o Sustentador. Apesar de todos os dissabores da vida, continua cumpridor dos mandamentos de Deus. Sente-se aliviado quando dá com a mão direita o que a mão esquerda não sabe. Apresenta-se tranquilo, com paciência, pois acredita que tudo o que acontece, é porque Deus assim o determinou. Acredita no outro mundo, onde as aflições não existirão. Yahia Ibn Sinan (Radialahu an-hu), referiu que o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) disse: “É admirável o caso do crente, pois tudo é bom para ele; e isto não ocorre com ninguém mais, a não ser com o crente. Se é objecto de um bem, dá graças a Deus e isto é um bem para ele; e se sofre alguma desgraça, se arma de paciência e isto também é um benefício para ele”. Muslim.

 

Ao cumprirmos com as orientações de Deus e do Seu Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam), obteremos benefícios incontáveis, que nos trarão a paz espiritual e a felicidade terrena. “Obedecei a Deus e ao Mensageiro, para que possais obter a Misericórdia”. Cur’ane 3:132. Maulana Umar Palanpuri (Rahmatulahi Aleihi) (que Allah tenha misericórdia dele e lhe conceda o paraíso), referiu seis dos milhares benefícios, que Allah Subhana Wataala concederá aqueles que forem cumpridores assíduos dos Seus Mandamentos: 1) A tranquilidade; 2) a vida pura; 3) a Baraka – a abundância: 4) o amor de outras pessoas; 5) a aceitação das preces e 6) o ficar conhecido entre os anjos.


O primeiro beneficio que será concedido, é a tranquilidade. O coração do crente não sentirá o vazio, pois estará sempre repleto de paz. Apresentar-se-á perante a família e a sociedade, com a modéstia, a piedade, a calma e a sobriedade. Está escrito no livro da sabedoria que na modéstia reside a sobriedade e a tranquilidade do espírito. Quando surgirem problemas materiais e espirituais, saberá ter a destreza e a paciência suficientes para superá-los. A fé do ser humano não é estável, sobe ou desce de acordo com o estado de espírito. Mas por obedecer a Deus e a Seu mensageiro, o seu coração ficará tranquilo e em paz, aumentando a sua fé. “Foi Deus quem enviou tranquilidade (as-sakinah) nos corações dos crentes, para que possam acrescentar mais fé à sua fé…..”. Cur’ane 48:4.


Insha Allah continua no próximo Juma.


Ó Tu, mais Misericordioso dos que mostram a misericórdia, peço-Te que recompenses com o Paraíso, todos os piedosos que nos deixaram ensinamentos, nos quais inspiramo-nos para aumentar a nossa fé e o nosso carácter. Para Ti será o nosso retorno. Amin.
“Rabaná ghfirli waliwa lidaiá wa lilmu-minina yau ma yakumul hisab”. “Ó Senhor nosso, no Dia da Prestação de Contas, perdoa-me a mim, aos meus pais e aos crentes”. 14:41.


Cumprimentos
Abdul Rehman Mangá
24/05/2012

publicado por Re-ligare às 11:42
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Terça-feira, 22 de Maio de 2012
OS PRIVILÉGIOS E AS RESPONSABILIDADES DOS ERUDITOS

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus)


Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus, o Beneficente e Misericordioso)


JUMA MUBARAK

 

Deus estabelece uma diferença entre aquele que tem conhecimentos e aquele que não os tem. “...Poderão equiparar-se os sábios com os ignorantes?” Cur’ane, 39:9. O ser humano é aconselhado a procurar conhecimentos científicos, técnicos e religiosos, a fim de melhorar a sua sobrevivência e para os que se encontram ao seu cargo. Com conhecimentos, saberá distinguir o bem do mal. Os mais cultos e inteligentes, assumirão lugares importantes na sociedade. Os mais desfavorecidos, material e culturalmente, verão neles uma “tábua de salvação” para os seus problemas. O que estudou as leis religiosas, que possui uma riqueza espiritual e um bom carácter, terá também um lugar importante e respeitado perante a comunidade. A sociedade lhes concederá certos privilégios, próprios de pessoas eruditas. Os que sabem mais a recitação do Cur’ane, serão chamados para dirigirem as orações em congregação. Se houver igualdade nos conhecimentos, então será escolhido quem
mais conhece as tradições proféticas e dentre eles, o de mais idade.


Aisha (Radiyalahu an-há), foi abordada por um pobre que lhe pediu caridade. Ela lhe um pedaço de pão. Em outra ocasião, foi abordada por homem bem vestido e de bons modos, pedindo também algo para comer. Ela o convidou a sentar-se e lhe deu de comer. Foi inquirida sobre a dualidade dos dois casos e ela respondeu: “O Mensageiro de Deus (Salalahu Aleihi Wassalam) disse: “Tratai as pessoas de acordo com as suas posições”. Abu Daoud.


Os que dominam conhecimentos, estarão na fila da frente, para prestarem contas perante o Criador. É pena que muitas vezes não o façam perante a sociedade e o mundo. Muitas vezes os conhecimentos são utilizados para obtenção de bens ilícitos, prejudicando os desfavorecidos. Responderão no dia do Julgamento Final, por tudo o que fizeram e também por aquilo que deviam ter feito. Cada um de nós, tem uma missão específica na vida, de acordo com as suas capacidades físicas e intelectuais. “Cada um de nós é guardião, protector e responsável por aqueles que se encontram ao nosso cargo”. Cada um de nós se assumirá, individualmente, pelos actos cometidos. Deus é Justo e ninguém sairá defraudado. “Deus ordena a justiça, a caridade, o auxílio aos parentes e veda a obscenidade, o ilícito e a iniquidade. Ele vos exorta a que mediteis”. Cur’ane 16:90


Imaginem um responsável religioso duma comunidade, ou um governante de um país, que se desviam das suas obrigações. Apregoarão o que o Criador e as leis do país proibiram de praticar, mas eles próprios não cumprirão. Darão ênfase sobre a abstinência, mas não seguirão esse caminho. Bajularão os ricos, para obtenção de bens terrenos. Ocuparão lugares de destaque nas assembleias, não para servir, mas para darem ares da sua arrogância. Venderão as suas integridades, a troco de favores dos poderosos. Ansiarão ser convidados para festas sumptuosas. Afastar-se-ão dos necessitados e dos pobres.

 

Ammar (Radiyalahu an hu), referiu que o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) disse: “Quem tiver duas caras neste mundo, terá duas línguas de fogo no dia da Ressurreição”. 41-4855 Sunan Abudawud.


Pensando que ninguém os vê, praticarão actos infames. Mas esquecem de que o povo, mais cedo ou mais tarde, se interrogará: “Se os  conhecedores das leis divinas e terrenas, podem praticar estes actos, porque nós não os podemos copiar?. Serão eles os mais criminosos dos homens, porque arrastarão consigo, para o mau caminho, um grande número da população. “Ó crentes, porque dizeis o que não fazeis? É muito odioso perante Deus, dizerdes o que não fazeis”. Cur’ane 61:2-3. Há os que não se conformam com o que têm e com ambições desmedidas, anseiam ocupar lugares de destaque, sem qualquer preparação para o efeito. Para estes, o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) referiu: “Por Deus, jamais designamos um posto de responsabilidades a quem o pedisse, ou demonstrasse mais anseio em consegui-lo”. Bukhari e Muslim. Quando o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) notava que alguém dos seus companheiros não detinha competência suficiente para comandar destinos de pessoas, aconselhava-o a nunca assumir cargos de responsabilidade, ou mesmo de tomar conta dos bens de um órfão (a fim de se livrar da ira de Deus). Muslim.


“No Dia da Ressurreição, Deus segurará toda a terra e o céu dobrado na Sua mão direita e dirá: “Eu Sou o Rei; onde estão os reis da terra?”. Bhukari 93:479 (Esta pergunta será dirigida aos governantes e a todos os que tiveram a responsabilidade de conduzir o destino das pessoas). “A opressão será uma escuridão no Dia da Ressurreição”. Bhukari 43:627.


“Rabaná ghfirli waliwa lidaiá wa lilmu-minina yau ma yakumul hisab”. “Ó Senhor nosso, no Dia da Prestação de Contas, perdoa-me a mim, aos meus pais e aos crentes”. 14:41.


"Wa ma alaina il lal balá gul mubin" "E não nos cabe mais do que transmitir claramente a mensagem". Surat Yácin 3:17. “Wa Áhiro da wuahum anil
hamdulillahi Rabil ãlamine”. E a conclusão das suas preces será: Louvado seja Deus, Senhor do Universo!”. 10.10.


Votos de um bom dia de Juma.
Cumprimentos
Abdul Rehman Mangá
17/05/2012

publicado por Re-ligare às 00:34
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
SURAT FUSSILAT

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus)


Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus, o Beneficente e Misericordioso)


JUMA MUBARAK

 

Nos séculos anteriores, os árabes eram referenciados por causa dos seus conhecimentos nas áreas da ciência, astronomia e literatura. Eram verdadeiros intelectuais, conhecedores e apreciadores da poesia. Também no tempo do Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam), existiam várias elites que falavam entre si duma forma eloquente, utilizando e abusando da poesia. No entanto, a maior parte deles adoravam ídolos, continuando com a tradição dos seus antepassados. Outros adoravam as estrela, o fogo e outros astros.


Nos primeiro anos da profecia, Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam) concentrou-se na divulgação do Deus Único, Invisível, ao contrário dos ídolos que eram talhados em madeira, ouro e outros metais. Encontrou uma grande oposição por parte de um grupo influente de quraishes (residentes de Maka), que o maltrataram e dificultaram a missão. Tudo faziam para frustrar o trabalho da divulgação. No entanto, estavam sempre curiosos, porque queriam saber de que matéria é feito o Deus que Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam) continuava a divulgar, apesar das perseguições de que era alvo.


Estavam eles furiosos porque viam uma grande quantidade de seus conterrâneos, entre eles Hazrat Hamza (Radiyalahu an-hu), renunciando à idolatria e seguindo exemplo do Profeta Ibrahim e o seu filho Ismael (Que a Paz de Deus esteja com eles). O Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam e os novos crentes, sofriam represálias e muitos viram os seus bens usurpados. Mas mesmo assim, mantinham firme a fé e continuavam a roclamar de que “Não há outra divindade, senão Deus”. E porque Deus nunca abandona as suas criaturas, consolou-os pelos vexames sofridos. O Melhor dos homens é aquele que pratica o bem, convida os outros a Deus e proclama com firmeza de que ele é muçulmano (submisso a Deus).


Certo dia, alguns chefes Quraiches estavam sentados na Mesquita sagrada de Maka e o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) encontrava-se separado deles, noutro canto da Mesquita. Utbah Bin Rabi’ah, o sogro de Abu Sufyan, dirigiu-se aos seus colegas e disse-lhes: “Se vocês concordarem, eu vou falar com Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam) e vou lhe colocar algumas propostas, na perspectiva de que ele aceite uma delas e assim ele nos possa deixar em paz”. Todos concordaram com a ideia. Assim, ele foi ter com o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) e lhe disse: “Meu sobrinho, você tem um estatuto muito elevado perante a sociedade, devido à sua descendência e do relacionamento familiar. No entanto, você colocou o povo uns contra os outros, criando divisões e considerando-os tolos. Você fala mal da nossa religião e dos nossos deuses, referindo-nos como pagãos. Agora oiça as minhas sugestões, talvez você aceite uma delas”. O Profeta (Salalahu Aleihi Wasssalam) aceitou ouvir o que ele tinha para dizer. Ele continuou: “Meu sobrinho, se você quer riqueza, nós lhe daremos o suficiente para torna-lo o homem mais rico entre nós; se você pretender tornar-se um homem importante, vamos fazer de si o nosso chefe e nunca iremos decidir qualquer questão sem a sua autorização; se você quer ser rei, vamos aceita-lo como nosso soberano; e se foi visitado por algum génio, do qual não se consegue livrar com o seu próprio poder, vamos procurar os melhores médicos para o tratarem, às nossas custas”.


O Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) em resposta às propostas de Utbah Bin Rabi’ah, pronunciou Bissmilahir Rahmani Rahim e começou a recitar o Surat Fussilat (41º. Surat do Cur’ane):1- Há Mim. 2- (Eis aqui) uma revelação do Clemente, Misericordiosíssimo. 3- É um Livro cujos versículos foram detalhados. É um Cur’ane árabe destinado a um povo sensato. 4- É alvissareiro e admoestador; porém, a maioria dos humanos o desdenha, sem ao menos escuta-lo. 5- E afirmaram: os nossos corações estão insensíveis a isso a que nos incitas; os nossos ouvidos estão ensurdecidos e entre tu e nós, há uma barreira; faz, pois (por tua religião), que nós faremos (pela nossa)! 6- Diz-lhes: sou tão somente um mortal como vós, a quem tem sido revelado que vosso Deus é um Deus Único. Consagrai-vos, pois a Ele e implorai-Lhe perdão! E ai dos idolatras, 7- Que não pagam o zakat e renegam a outra vida! ….


Utbah, com as mãos atrás das costas ia ouvindo atentamente enquanto o Profeta continuava a recitar o Surat Fussilat. Quando chegou à sajdat, o Profeta prostrou-se a Deus, levantou-se a olhou para Utbah Bin Rabi’ah e disse-lhe: “Esta foi a minha resposta e você pode agir como entender”. Utbah retirou-se e foi ter com os restantes chefes quraiches que o aguardavam com curiosidade do desfecho do encontro. Viram um Utbah completamente diferente, com a fisionomia alterada e lhe perguntaram como decorreu o encontro. Respondeu de que ouviu algo que nunca tinha ouvido, não era poesia, não era feitiçaria e também não era magia. E disse-lhes: “O que eu ouvi ele recitar, vai acontecer. Ó chefes dos quraiches, deixem este homem em paz. Eu penso de que o que eu ouvi, vai produzir os seus efeitos…”. Os líderes ao ouvirem estas palavras, exclamaram: “Ó Utbah, ele te enfeitiçou!”. Respondeu: “Eu vos dei a minha opinião, Agora vocês podem agir como entenderem”.


Em algumas narrações, foi referido que quando o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) chegou a parte do Surat Fussilar que refere os povos de Ad e de Thamud: “Porem, se desdenharem, diz-lhes: advirto-vos da vinda de uma centelha, semelhante aquela enviada aos povos de Ad e Thamud. 15- O povo de Ad, ainda, ensoberbeceu-se iniquamente na terra…. 17- E orientamos o povo de Thamud; porém, preferiram a cegueira à orientação. E fulminou-os a centelha do castigo ignominioso…19- E no dia em que os adversários de Deus forem congregados, desfilarão em direcção ao fogo infernal”. Utbah ao ouvir estas palavras, colocou a sua mão na boca do Profeta e disse-lhe: “Por amor de Deus, chega, tenha
misericórdia do teu povo. Depois justificou esta atitude perante os outros lideres quraiches, de que tudo o que Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam) diz, se cumpre e que estava com receio de um tormento se abater sobre eles.


O Cur’ane foi revelado aos árabes, em língua árabe. Era a língua que eles falavam e percebiam. No entanto os idolatras argumentavam de que o Cur’ane ao ser revelado em árabe, nada de novo trazia para eles, não havia milagre, porque o árabe é a língua materna deles. Ainda argumentavam de que se a revelação fosse transmitida em linguagem eloquente e estrangeira, seria um milagre e uma revelação de Deus! Mas o Cur’ane foi apresentado na língua árabe para que todos pudessem compreender. Se a revelação fosse feita noutra língua qualquer e porque os seus corações estavam selados, diriam que seria muito estranho, os árabes receberem orientações numa língua estrangeira! Serão sempre desculpas, para não abandonarem os seus ídolos.


“Rabaná ghfirli waliwa lidaiá wa lilmu-minina yau ma yakumul hisab”. “Ó Senhor nosso, no Dia da Prestação de Contas, perdoa-me a mim, aos meus pais e aos crentes”. Cur’ane 14:41


"Wa ma alaina il lal balá gul mubin" "E não nos cabe mais do que transmitir claramente a mensagem". Surat Yácin 3:17. “Wa Áhiro da wuahum anil hamdulillahi Rabil ãlamine”. E a conclusão das suas preces será: Louvado seja Deus, Senhor do Universo!”. 10.10.


Façam o favor de ter um bom dia de Juma.


Cumprimentos
Abdul Rehman Mangá
10/05/2012

publicado por Re-ligare às 12:12
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