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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008
Do Natal da arte à arte do Natal! (1)

 

O processo de “Desmitologização do Natal” que decorre há dois séculos tem transformado o significado do Natal num valor comercial, social ou lúdico. Dos presentes às consoadas, do Pai Natal às árvores de Natal e às ruas iluminadas têm-se revelado celebrações que, emprestando uma espiritualidade laica à quadra, alienam o seu significado.
 
No quadro da celebração de um ritual despido do seu mito, proponho uma breve reflexão, quiçá profana, mas que anseia por deixar que a encarnação do verbo permaneça no centro da sua memória. 
 
O presépio é um desses lugares enquanto símbolo que traz à memória o nascimento do Emanuel - Deus que se tornou menino para habitar como e entre os homens. Reza a historia que a origem do presépio remonta a uma representação teatral que Francisco de Assis terá realizado com figurinos vivos. Desde então as cenas da natividade começaram por ser objecto de arte. Em Portugal destaca-se particularmente o Presépio da Basílica da Estrela, construído em 1784, pela mão do consagrado artista de presépios Joaquim Machado Castro. Podemos estar a falar de artistas e arte, todavia a respectiva contemplação das obras não nos remete para a festa comemorativa mas para um outro horizonte, o da consciência da acção divina no tempo e espaço humano.
 
Prosseguindo em outra direcção artística, a palavra vilancico, remete-nos para uma género musical do século XVII. Genuinamente português, enquanto arte de cantar o Natal este estilo musical alude à reminiscência do cântico dos anjos enquanto mensagem que vincula a união entre o céu e a terra, a aliança que viabilizou a relação do profano com o divino, o Deus menino na fragilidade do barro. Porém, um passo na história e, dos templos para as catedrais do comércio, o moderno sec XX globalizou o Natal ao som de “White Christmas” e “Silent Nigth, Holly Nigth”.
 
Entre os destroços que nos restam do “Natal da arte”, ouso inverter a marcha em direcção à “Arte do Natal”. Um percurso de escuta e meditação que me sussurra de novo: “não havia lugar para eles” (Lucas 2,7). Nessas palavras do primeiro Natal encontro uma outra arte de iluminação, a capacidade de penetrar no interior do ser humano de modo a reacender nele a centelha da vida.
 
Simão Daniel
(aluno do Mestrado em Ciência das Religiões)
 
publicado por Re-ligare às 12:11
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