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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009
Deus - um ser presente

 

“…foi assim que a cicuta matou aquele afável homem das ideias. Porém, não maculou a fidelidade à sua consciência, nem matou o desejo de continuar a existência. Sócrates tanto almejava a transcendência da morte como cria nela. O mundo das ideias ajudou-o a amar a vida. Dificilmente alguém produziu palavras tão serenas como as deste filósofo no final da sua vida. Até Platão se sentiu envergonhado pelas suas lágrimas.
Entretanto, Cristo, no final da sua vida, foi muito mais longe.
Ele, como estudaremos, produziu as reacções mais sublimes diante das condições mais miseráveis por que um ser humano possa passar. Bradou:
“Eu sou o pão vivo: se alguém comer deste pão, viverá eternamente!”[1]
Não há semelhante ousadia na história. Ninguém tinha afirmado, até então, que tinha o poder de fazer do frágil e mortal ser humano um ser imortal. Ninguém afirmou que a sua morte abriria as janelas da eternidade. Sócrates tinha a esperança de viajar para um outro mundo. Cristo, entretanto, colocou-se como o piloto e como o próprio veículo dessa intrigante viagem para esse tal mundo.
Jesus era um homem inacreditável. Não queria fundar uma corrente de pensamento ou mais uma religião. Não! Ele almejava libertar o homem do parêntese do tempo e imergi-lo nas avenidas da eternidade. Ninguém, mesmo no ápice do delírio, tem a coragem e mesmo a capacidade intelectual para proferir palavras semelhantes, como as desta longa e complexa oração.
O que é mais interessante é que, ao mesmo tempo em que olhou para o céu e discursou sobre uma vida infindável, voltou-se, na mesma oração, como um relâmpago para a “terra” e mostrou uma preocupação extremamente afectiva com a vida e a história dos seus discípulos. Proclamou ao seu Pai: “Enquanto eu estava com eles, guardava-os em ti…”; “Não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão - de crer em mim, por meio da sua palavra, para que todos sejam um só”.[2]
Jesus, apesar de estar próximo da mais angustiante série de sofrimentos, ainda tinha ânimo para cuidar dos seus íntimos e discursar sobre o amor no seu mais belo sentido. Queria que um clima de cuidado mútuo e solidariedade envolvesse a relação entre os seus amados discípulos. Nunca lhes prometeu uma vida utópica, uma vida sem problemas e sem contrariedades. Pelo contrário, almejava que os percalços da existência pudessem lapidá-los. Afinal de contas, sabia que o oásis é mais belo quando construído no deserto e não nas florestas. As suas palavras denunciavam que, para ele, Deus embora invisível, era um ser presente, um ser que não estava acima das emoções humanas, mas que também sofria e se preocupava com cada ser humano em particular.
            Ao estudarmos a história das religiões, detectamos que frequentemente o homem fala de Deus de uma maneira intocável, acima da condição humana, mais preocupado em punir erros de conduta de que em manter uma relação estreita e afectiva com o ser humano. Mas no conceito de Cristo, o seu Pai é um Deus acessível, afectivo, atencioso e preocupado com as dificuldades que atravessamos e que, embora nem sempre retire as dificuldades da vida, propicia condições para superá-las. Filho e Pai estavam participando juntos, passo a passo, de um plano para transformar o ser humano.”
Augusto Cury (psiquiatra, psicoterapeuta, cientista teórico e pensador da filosofia) em: “Análise da inteligência de Cristo – O Mestre da Sensibilidade”
 
Florbela Nunes
(aluna do 3º ano da Licenciatura de Ciência das Religiões)


[1] João 6:51
[2] João 17:12;20-21
publicado por Re-ligare às 16:32
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