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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010
ABDUL MUTTALIB E O ANO DOS ELEFANTES - PRIMEIRA PARTE

 

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu, (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus)

Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus o Beneficente e Misericordioso)

 

JUMA MUBARAK

Tema da Semana: - ABDUL MUTTALIB E O ANO DOS ELEFANTES

PRIMEIRA PARTE

 

“Não viste como o teu Senhor tratou os donos do elefante? Não fez Ele gorar o seu estratagema (de destruir a Caaba) enviando contra eles pássaros em bandos, que lhes atiravam pedras de barro? E (Deus) tornou-os depois como uma seara verde devorada (pelo gado)?” – Surat Al Fil – 105

 

Cerca de 50 dias antes de nascer o Profeta Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam), ocorreu um  incidente em Makah, que ficou conhecido como o “ano dos elefantes” ou “os Senhores do elefante”. No século sexto, o Cristianismo estava presente em muitos países, incluindo o Yémen, que se encontrava integrado no reino de Negus da Abissínia. Yémen era governado por Abraha, em conflito com o respectivo reino. Abraha encontrava-se insatisfeito por ver os Árabes continuarem a considerar a Caaba em Makah, como seu santuário, já desde os tempos dos Profetas Ibrahim - Abraão e seu filho Esmael (Aleihi Salam - que a Paz de Deus esteja com eles). Por outro lado, os Árabes dominavam o comércio a zona, o que provocava ciúmes em Abraha.

Com a intenção de atrair os peregrinos de Caaba / Makha, Abraha resolveu construir em Sana, capital do Yémen, uma grande Catedral, com materiais saqueados de diversos locais, incluindo os do palácio arruinado de Sabá. Após a conclusão da construção, escreveu uma carta ao Rei Negus, informando-o de que não descansará enquanto não desviar os peregrinos de Makah para o novo santuário. O que ele pretendia, era incitar os Árabes, com a finalidade de provocar incidentes para justificar a destruição da cidade de Makah e da Caaba.

A noticia chegou aos ouvidos dos Árabes que ficaram enfurecidos. Um homem da tribo de Kinanah, dos Coraix, dirigiu-se à Catedral e contaminou o edifício com os seus próprios dejectos. Outras passagens referem que um grupo deles ateou fogo à Igreja. Provavelmente, Abraha mandou os seus séquitos fazerem este trabalho sujo, com a intenção de culpar os Árabes. Seja como for, Abraha encontrou um pretexto para se deslocar a Makah com a finalidade de destruir a Caaba.

Por volta do ano de 570, Abraha ordenou aos Cristãos para se preparem para a guerra. Ele liderou um exército de 60 mil soldados e 13 elefantes (9, segundo outra narrativa). No trajecto para Makah, encontrou a resistência de Dhu Nafar, um chefe Yamenita, que juntou um pequeno exército de Árabes. Abraha, com a sua força, destruiu o exercito e Dhur Nafar receando ser morto, ofereceu-se para guiar os

invasores até ao seu destino. Ao passarem perto de Tai’f, os homens de Bani Thaqif sentindo que não eram capazes de fazer frente aos invasores e receando que pudessem destruir o templo deles – Lat, o seu chefe Massud, acompanhado de alguns homens, foi ter com Abraha e disse-lhe que o templo que ele estava a procura não era aquele mas o de Makah, pelo que poderia enviar um dos homens para servir de

guia. Abraha aceitou a oferta e foi designado Abu Righal para ir com eles. Quando chegaram a poucas milhas de Makah, Abu Righal morreu e foi enterrado no local.

Abraha enviou um pequeno exercito de reconhecimento, que saquearam os haveres de alguns Coraixitas, residentes em Makah, incluindo duas centenas de camelos pertencentes a Abdul Muttalib, chefe e líder de Caaba e que viria a ser o avô de Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam). Abdul Muttalib reuniu os chefes coraishi e os responsáveis de outras tribos vizinhas e chegaram a conclusão de era impossível

combater um exército tão numeroso, pelo que deveriam refugiar-se nas montanhas.

Antes de se retirarem, os chefes tribais acompanhados de Abdul Muttalib, digiram-se à Caaba e imploraram a Deus para que defendesse a Sua casa. Na Caaba, havia naquela altura da ignorância, 360  ídolos, mas na situação critica em que se encontravam, esqueceram-se dos ídolos e dirigiram as suplicas  ao Deus Único. Estas súplicas foram relatadas em diversos livros da história islâmica. Abraha enviou um

mensageiro para informar às pessoas de que não veio para lutar com as pessoas, mas sim para destruir a  Caaba e se as pessoas não oferecerem resistência, não haveria motivos para derramamento de sangue. Abdul Muttalib respondeu ao referido mensageiro, de que não tinham poderes suficientes para lutar com  Abraha e sendo a Caaba, casa de Deus, Ele a salvará, se Ele quiser.

Abdul Muttalib foi levado à presença de Abraha, que o recebeu e em sinal de respeito, desceu do seu trono e sentaram-se os dois num tapete. Abdul Muttalib disse-lhe que só queria os seus camelos de volta. Abraha que estava a espera de outro tipo de resposta, surpreso e irritado, disse-lhe que ao vê-lo, pensou que estava na presença de um líder que pudesse defender a Casa que era o refúgio dos seus antepassados, mas afinal só estava preocupado com os camelos. Respondeu Abdul Muttalib de que

ele era o dono dos camelos e portanto responsável por cuidar deles, pelo que os mesmos lhe devem ser devolvidos. E quanto à Caaba, tem o seu próprio Dono, e Deus a irá defender.

Depois do diálogo, Abraha, irónico disse que queria ver o que o Dono iria fazer para proteger a Casa. Abdul Muttalib recebeu os 200 camelos de volta e regressou a Makha.

 

Insha Allah, na próxima semana vamos recordar o desfecho deste incidente.

Um bom dia de Juma,

 

Cumprimentos

Abdul Rehman Mangá

23/09/2010

 

publicado por Re-ligare às 09:49
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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010
O ADHAH (Chamamento para a Oração)

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu, (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus)

Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus o Beneficente e Misericordioso)

 

JUMA MUBARAK

 

Tema da Semana: - O ADHAH (Chamamento para a Oração):

 

A obrigatoriedade das 5 orações diárias foi instituída na noite de Miraj, quando o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam – Que Deus derrame as bênçãos sobre ele) ainda estava em Makha. Nessa altura, os muçulmanos eram perseguidos e maltratados, pelo que dificilmente se juntavam para cumprir com o segundo pilar da religião. Antes de surgir o Adhan, para chamar os muçulmanos para a oração, as pessoas dirigiam-se
para as Mesquitas em diversos tempos, depois de individualmente ou em pequenos grupos, calcularem o início das orações. Esta prática impedia de se cumprir com as orações de uma forma organizada e em congregação. Era um sistema que não agradava ao Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam). Já em Madina, quando os muçulmanos se sentiam seguros, o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam), reuniu e questionou os seus companheiros (Radiyalahu an-huma – Que Deus esteja satisfeito com eles)), se tinham sugestões no sentido de se encontrar um meio para anunciar a hora de cada oração. Seguiram-se várias propostas, entre elas, o chamamento através duma corneta, içando uma bandeira no topo da Mesquita, tocando os sinos (como os Cristãos), ateando uma fogueira, etc. Nenhuma das sugestões então apresentadas foi aceite pelo Profeta Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam), já que nenhuma delas glorificava Deus, nosso Senhor e Criador.

 

Pouco tempo depois, Abdallah Bin Zaid (Radiyalahu an-hu) sonhou com um homem, trajando uma túnica verde e com uma corneta na mão. Perguntou-lhe se queria vender a corneta. Foi-lhe questionado os motivos porque pretendia o instrumento. Respondeu Abdallah, de que era para fazer o chamamento para as orações. O homem de verde respondeu de que conhecia um meio mais eficaz para o efeito: a chamada para as orações deveria ser feita por alguém com voz audível, com as seguintes palavras:

 

Deus é Grande, Deus é Grande (repetido 4 vezes); Eu testemunho de que não há outra divindade excepto Deus (2 vezes); Eu testemunho de que Muhammad é Mensageiro de Deus (2 vezes); Venham para a oração (2 vezes); Venham para o sucesso (2 vezes); Deus é Grande (2 vezes); Não há divindade excepto Deus.

 

O homem ainda referiu de que quando se iniciassem as orações, deveriam ser pronunciadas as mesmas palavras, acrescentando: A oração está prestes a iniciar-se.

 

Abdallah foi contar o sonho ao Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam), que depois de ouvir atentamente, disse: “Sonho verdadeiro”. Omar referiu que também tivera o mesmo sonho, pelo que o Profeta ficou feliz e disse que ambos tiveram visões verdadeiras. Seria então este o método para chamar as pessoas para as orações. O Profeta pediu a um dos companheiros para procurarem pelo Bilal (Radiyalahu an-hu), em ex - escravo que sofrera torturas severas pela sua firmeza na religião. Abdullah deu a conhecer a Bilal, as palavras que ouviu no sonho. A partir daquele momento,
Bilal, que tinha uma voz forte e agradável, passou a ter a incumbência de fazer o Adhan. Utilizava o topo duma casa que ficava ao lado da Mesquita, pertencente a uma família da tribo Banu Najjar e com a força e a doçura da sua voz, chamava as pessoas para as orações.

 

Na oração antes do alvorecer (Fajr), Bilal, o Muazin acrescentava 2 vezes: “A oração é melhor do que o sono.”

O Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) disse aos seus companheiros de que quando é feito o Adhan, o cheitan (diabo), o lapidado e o amaldiçoado, vira as costas e foge parta bem longe, a fim de não ouvir as palavras proferidas. A razão disto é de que quem ouve as palavras do adhan, torna-se testemunha das mesmas e o diabo não quer ser testemunha. Depois do chamamento ter terminado, ele volta para o local da oração. Volta a fugir quando se inicia o segundo chamamento (Ikhamá), quando a oração em congregação está prestes a iniciar-se. Depois, regressa novamente  para desviar a atenção das pessoas, lembrando-lhes assuntos fúteis e mundanos e colocando na mente dos oradores questões irrelevantes, que os leva a não saber quantos ciclos de oração fizeram.

 

O Profeta teve dois muezins, Bilal e Abdallah Ibn Umm Maktum (Radiyalahu an-huma – Que Deus esteja satisfeito com eles).

 

Citações – Cur’ane 6:162: “Diz: Minhas orações, minhas devoções, minha vida e a minha morte pertencem a Deus, Senhor do Universo, que não possui parceiro algum….”

Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam): i) “Garantam-me 6 coisas e eu dou-vos a certeza da entrada no paraíso: Garantam-me: 1)-a oração; 2)-o Zakah; 3)-a honestidade; 4)-a castidade; 5)-o estômago e 6)-a língua.” – narrado por Abu Huraira (Radiyalahu an-hu) – At-Tabarani; “ ii) “A semelhança das cinco orações diárias, é como uma ribeira profunda, cuja água passa ao pé da casa daquele que nela tome banho cinco vezes por dia”. – narrado por Jabir (Radiyalahu an-hu)

 

Façam o favor de ter um bom dia de Juma.

 

Cumprimentos

Abdul Rehman Mangá

16/09/2010

publicado por Re-ligare às 13:16
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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010
JUMA MUBARAK / EID MUBARAK

 

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu, (Com a  Paz, a Misericórdia e as Bênçãos  de  Deus)
 
 
Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus o Beneficente e Misericordioso)
 
- FITRA – O Sadacatul Fitre (contribuição para os carenciados puderem passar com alguma dignidade o Ide-Fitre - festa do final do Ramadan), é obrigatório para os  muçulmanos financeiramente  capazes. O responsável pelo agregado familiar, deve pagar pelos seus dependentes (filhos e esposa e outros a seu cargo). O valor deve ser entregue antes da oração de Idul Fitra. Se for entregue depois, deixa de constituir o sadacatul fitre e passa a ser um simples sadacah .
Lembre-se que as nossas acções praticadas durante o mês de ramadan  estão “penduradas algures”, até que se concretize esta obrigação.
Para além de cumprir com aquela obrigação, dentro das possibilidades, contribua generosamente para que uma ou mais famílias possam ter na mesa do almoço, um pouco daquilo que vai ter na sua casa. 
 
- EID MUBARAK – Hambani, Hambani iyá Ramadan (Lingua local Moçambicana) (Adeus, Adeus, ó Ramadan). Tu virás outra vez para o ano, mas nós não sabemos se te vamos encontrar!
Após um mês inteiro de sacrifício, a jejuar e a incrementar as orações , Deus, o Altíssimo, concedeu-nos o Idul Fitra, (festa religiosa em comemoração do final do mês de Ramadan). É um dia de alegria, em que o muçulmano comemora, primeiro dirigindo-se à Mesquita para rezar. Nesse dia, Deus pergunta aos anjos: “Qual deve ser a recompensa daqueles servidores que cumpriram o serviço deles devidamente?” Os anjos respondem: “Ó nosso Senhor e Mestre!, na verdade eles devem receber toda a recompensa por completo. Aí Allah diz.  “Eu testemunho-vos, ó anjos, por eles terem jejuado para Mim durante o mês de Ramadan e por terem ficado em pé nas orações nas noites, Eu lhes garanti como recompensa a Minha satisfação e lhes garanti o perdão.”
Segundo Anas Bin Malik (Radiyalahu an-hu), o Profeta Salalahu Aleihi Wassalam, não saía de casa sem comer algumas tâmaras. Anas acrescentou, que as tâmaras consumidas eram de número impar.- Bukhari.
Na oração de Idul-Fitre, não há azan nem ikhamah (chamamento para a oração). Não há também qualquer oração facultativa entre as orações de Fajr e de Ide. Primeiro realiza-se a oração e depois o Khutbá (ao contrario da oração de Juma). Não é permitido jejuar nos dias de Ide – Bukhari.
Utilizando uma recomendação feita há mais de 1.400 anos, distribuam prendas entre vocês. De pais para filhos de filhos para pais, entre vizinhos e amigos, vamos comemorar este Ide que se aproxima, aumentando a nossa  amizade e harmonia. É isso também o que o Islam nos ensina – a paz e a irmandade entre as pessoas.  Segundo o nosso Profeta Muhammad Salalahu Alei Wassalamo, dar prendas, aumenta e fomenta a amizade entre os muçulmanos. Segundo Aisha (Radiyalahu an-há), o Profeta Salalahu Aleihu Wassalam aceitava prendas e em retribuição, também dava prendas. - Bukhari.
 
- SHAWWAL – De acordo com o relato de Abu Ayyub al-Ansari (Radiyalahu an-hu), o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) referiu: “Todo aquele que jejuou durante o mês de Ramadan e de seguida observou 6 dias de jejum de Shawwal, é como tivesse jejuado todos os dias. – Livro 6 – Hadice 2614.
Não é obrigatório, mas é recomendável seguir os 6 dias de jejum. Dependerá da disponibilidade,  saúde e entusiasmo de cada um. De preferência, os 6 dias devem ser seguidos. No caso de impossibilidade, podem ser observados alternados ou não, mas durante o mês de Shawwal.
 
Vótos de um Idul Fitre muito feliz, com saúde, na companhia das vossas famílias e também dos amigos. Que Allah nosso Senhor, aceite o nosso jejum e que nos perdoe as falhas.
O mês de jejum, é quando o muçulmano quer. Aproveite a oportunidade  para ganhar “embalagem” e  continuar a incrementar a solidariedade. Distribua também sorrisos.
 
Cumprimentos
Abdul Rehman
09/09/2010

 

publicado por Re-ligare às 13:26
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