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Quinta-feira, 30 de Junho de 2011
2ª Parte - “LA TAZULA”: Não farás nenhum movimento, nem darás um passo sem que…

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus) Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus, o Beneficente e Misericordioso)


JUMA MUBARAK

 

Nadhla Ibn Ubaid al Aslami (Radiyalahu an-hu) relatou que o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) disse: “Quando chegar o Dia do Juízo Final, todo o servo de Deus permanecerá de pé e não dará nenhum passo (la tazula), até que preste contas acerca de quatro questões: 1)- A sua vida, como a empregou: 2)- Do conhecimento obtido, o que fez com ele; 3)- A riqueza, como a obteve e como a gastou: 4)- O seu corpo, como o utilizou. Tirmizi.

 

2 - Do conhecimento obtido, o que fez com ele; A procura do conhecimento (ilm) é obrigação de todo o ser humano. O ilm, permite-nos melhorar as nossas condições de vida. Mas infelizmente, a maior parte das vezes, a pobreza é uma barreira que não permite inverter essa situação. Encontramos no Islão, o incentivo para o combate à ignorância e ao analfabetismo. Só assim é que os muçulmanos poderão contribuir com o
desenvolvimento dos países onde se encontram a viver, de maioria muçulmana ou não. Temos a obrigação de contribuir para o desenvolvimento do mundo, como forma de erradicarmos a ignorância e a pobreza. Por isso, todo o ser humano, intelectual e ou financeiramente capaz, deve auxiliar o seu irmão de fé na obtenção do ilm. Como deve proceder? Pode dedicar o seu tempo livre ensinando os outros; deve preocupar-se em saber quais as instituições religiosas ou não, que estão a promover a escolarização; deve apoiar financeiramente as madressas que estão a ensinar as crianças pobres para retirar-lhes da pobreza. Disse Issa (Aleihi Salam) – Jesus, que a Paz de Deus esteja com ele: “Aquele que aprende, pratica e transmite sabedoria, será chamado grande no reino dos céus.”. Relato de Ahmad Ibn Hambal. A ignorância, é a mãe de todos os males. A utilização do conhecimento, tem as suas regras, perante a sociedade e o nosso Criador. Todo o conhecimento adquirido deverá ser aplicado na melhoria das condições da vida de todos nós. Somos humanos e o nosso conhecimento é limitado. Só Deus é que é o verdadeiro Sábio.


É obrigação de todos os pais transmitirem aos seus filhos, o ilm (religioso), a educação escolar, a boa conduta e o bom relacionamento com os familiares. Este é um direito inalienável que os filhos têm perante eles. Depois da morte e até ao dia de qiyaamat, os pais beneficiarão disso. Também a sabedoria que for transmitida a outros, bem como o ensinamento da religião, farão com que as recompensas continuem a aumentar, de acordo com o seguinte hadice: Abu Huraira (Radiyalahu an-hu) referiu que o Profeta Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam) disse: “Quando uma pessoa morre, suas acções findam, com excepção de três coisas: 1-sadaqah jaariyah (por exemplo uma escola construída, que continua a beneficiar a população); 2-o ilm, o conhecimento religioso de que as pessoas continuam a beneficiar (resultante do que ensinou, dos livros que escreveu); e, 3-um filho crente que deixou e que faz duá (prece) para ele”. Bukhari e Muslim.


Aplicamos os nossos conhecimentos para promover a concórdia entre as pessoas, ou a utilizamos para lhes causar infortúnios? Infelizmente, alguns muçulmanos, esquecendo-se do que aprenderam, percorrem o caminho mais fácil, o da perdição: obtém o ilm religioso e não o utilizam para a prática das orações e da conduta da vida exemplar: é eloquente no falar, mas para extorquir bens alheios: chega a elevados cargos governativos para enriquecer às custas de esquemas e de expedientes ilícitos. Disse Issa (Aleihi Salam): “Aquele que adquire conhecimentos, mas não age em conformidade, é como uma mulher que comete adultério em segredo e fica grávida e a sua vergonha se torna conhecida de todos. Também quem não age de acordo com o seu conhecimento, será envergonhado por Deus, diante de todos os homens, no dia do Juízo Final”. Relato de Abu Hamid al-Ghazali.


Quanto maior for o grau de ilm que a pessoa tiver, maior será a responsabilidade perante o mundo e em especial, perante o nosso Criador.
Todos os que são agraciados com a sabedoria e com o ilm, devem coloca-los em prática (Amal), para seu benefício e para benefício de todos em geral. Os responsáveis religiosos e das comunidades, devem cumprir na sua vida pessoal, os ensinamentos que transmitem. Refere um ditado Português: “Olha para o que eu digo e não para o que faço”. O Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) durante a viagem de Miraj (ascensão ao céu), viu um grupo de pessoas, cujos lábios estavam a ser cortados com tesouras de fogo. Jibrail, Aleihi Salam (Anjo Gabriel), esclareceu-lhe de que eram pregadores da religião, mas que não actuaram de acordo com aquilo que diziam. Outra passagem, refere que os residentes do paraíso ficarão espantados ao ver no inferno, os que lhes transmitiam sermões e orientações religiosas. Os referidos residentes do inferno, esclarecerão de que não praticavam aquilo que pregavam. O castigo de Deus será mais doloroso para esses pregadores, do que para os pecadores comuns.


Abu Darda (Radialahu an-hu), referiu: “O que mais temo, é que me seja perguntado no dia do Julgamento final e perante toda a humanidade:
“Actuaste de acordo com o conhecimento que possuías?”.


Não te esqueças, La Tazula…., In Sha Allah, continua na próxima semana.


Cumprimentos


Abdul Rehman Mangá


23/06/2011

publicado por Re-ligare às 18:07
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Quinta-feira, 16 de Junho de 2011
LA TAZULA”: Não farás nenhum movimento, nem darás um passo sem que…

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus)
Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus, o Beneficente e Misericordioso)
JUMA MUBARAK

 

Nadhla Ibn Ubaid al Aslami (Radiyalahu an-hu) relatou que o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) disse: “Quando chegar o Dia do Juízo Final, todo o servo de Deus permanecerá de pé e não dará nenhum passo (la tazula), até que preste contas acerca de quatro questões: 1)- A sua vida, como a empregou: 2)- Do conhecimento obtido, o que fez com ele; 3)- A riqueza, como a obteve e como a gastou: 4)- O seu corpo, como o utilizou. Tirmizi.

 

1 - A sua vida, como a empregou;
Neste mundo passageiro, temos um determinado tempo de vida, estipulado por Deus. Não sabemos quantos anos vamos viver: 30, 50, 70 anos?. Os anos de vida que nos foram concedidos, devem ser geridos de forma a estarmos preparados para responder, quando o nosso Criador nos perguntar no dia do Juízo Final: “Como empregou a sua vida?”.


Todos, sem excepção, temos uma missão a cumprir, com maior ou menor responsabilidade em relação aos outros. Mas cabe a todos, vivermos em paz com Deus, connosco próprios, com todos os que nos rodeiam e com a natureza.


Cada vez mais, o ser humano luta contra o tempo. Uns batalham arduamente pela sobrevivência, para obterem o mínimo de condições para as suas famílias. Outros querem obter mais bens materiais, para além das suas capacidades e necessidades. No Islão, o tempo é muito mais importante do que o ditado popular “Tempo é Dinheiro”. Devemos aproveitar todos os momentos da vida terrena, para a preparação da vida eterna. Nesta correria contra o tempo, o servo esquece de agradecer e de louvar o seu Criador. “Pelo tempo; Na verdade, o homem está
numa grande perdição; Excepto aqueles que praticam o bem, aconselham-se na verdade e recomendam-se, uns aos outros, na paciência e na perseverança”. Curane 103: 1 a 3.


O tempo passa e felizardo aquele que o aproveita, segundo o hadice do Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam): “Aproveita 5 coisas antes que outras 5 coisas te atinjam: 1)- A tua juventude, antes de envelheceres; 2)- A tua saúde, antes de adoeceres; 3)- A tua riqueza, antes de empobreceres; 4)- O teu tempo livre, antes de te ocupares; e 5)- A tua vida antes de morreres.” Al Hakim, Al Baihaqui e Ahmad.


Todo o tempo dispendido, pode ser considerado como adoração a Deus, desde que seja passado de acordo com os Seus mandamentos e com o exemplo do Profeta Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam). Tudo é adoração, nomeadamente, a oração, a recordação de Deus, ao deliciar-se com um bom cozinhado, cuidar do nosso sono, visitar outras terras, trabalhar para obtenção de rendimentos necessários para si e para a família e a relação íntima entre marido e mulher.


De acordo com o Cur’ane, na vida eterna, um dia de espera para os crentes, será equivalente a mil anos. Cur’ane 22:47. Para os piedosos, esse tempo de espera será encurtado, de acordo com algumas narrativas referidas nos hadices. Para os descrentes, um dia será equivalente a cinquenta mil anos (70:4).

 

Nunca é tarde para corrigirmos a nossa conduta. Imaginem o servo de Deus, que passou a maior parte da sua vida em pecado, preocupado com bens e prazeres mundanos. Mas depois arrependido, voltou-se para Deus e acabou por encontrar o caminho da verdade, da tranquilidade, da oração e da fé. Apesar de satisfeito, ainda sente remorsos por, inutilmente, ter perdido tanto tempo na sua vida. Não devemos deixar, para quando formos mais velhos, para cumprirmos com as nossas obrigações religiosas. Abu Bakr (Radiyalahu an-hu), referiu que alguém perguntou ao Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam): “Quem é a melhor pessoa?”. Respondeu: “Aquele cuja vida é longa e pratica boas acções.” E perguntaram-lhe: “E a pior pessoa?”. Respondeu: “A pessoa que tiver uma longa vida, mas que pratica más acções.”
Ahmad, Haaquim, Darda e Tirmizi. Muitos vão deixando para mais tarde (quando forem mais idosos), o Haj, as orações e até mesmo o jejum do mês de Ramadan!. Devemos preparar a morte, antes que a morte nos “atraiçoe”!. O Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) referiu: “Se durante a sua vida, um homem der um dirhram como sadaqah (caridade), é melhor do que dar cem dirhrams como sadaqah no momento da sua morte”. Narrado por Abu Said al-Khudri – Bukhari.


O melhor exemplo, foi o do Profeta Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam), que deixou para a humanidade, diversos exemplos de conduta moral, social e religiosa. Não temos a fé dos Profetas nem a fé dos anjos, mas Deus deu-nos a capacidade para distinguirmos o bem do mal.


Dormir cedo e acordar cedo, é uma virtude, porque após a primeira oração da manhã e dum pequeno almoço revigorante, podemos começar as nossas actividades, tirando o maior proveito do dia. “Considera uma bênção o tempo que tens disponível, pois ninguém sabe como será o seu fim”. Quando as desgraças nos atingem, não podemos desejar a morte ou rezar para isso. Para o crente, é melhor uma vida mais prolongada, por dois motivos: a sua permanência, beneficia a todos e individualmente ele vai aumentado as suas “provisões” para a vida eterna. “…Acaso, não vos prolongamos a vida para que, quem quisesse reflectir, pudesse fazê-lo; e não vos chegou o admoestador?.....”. Cur’ane: 35:37.


Outra maneira de “passar o tempo” é dedicarmo-nos ao voluntariado, ajudando os menos desfavorecidos, visitando os doentes, propagando a fé (tablik), incentivando e ajudando na alfabetização. Mas que belos passatempos!!. “O Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) referiu: “Certa vez, um homem morreu e foi-lhe perguntado: “O que costumavas dizer ou fazer durante a tua vida?. Respondeu: “Eu era um homem de negócios e costumava dar tempo aos ricos para eles pagarem as suas dívidas e (costumava) deduzir parte da dívida dos pobres”. E assim os seus pecados foram perdoados”. Relatos de Hudhaifa e Abu Masud (Radiyalahu an-hu) – Bukhari. Incentivo aos mais jovens (porque não também aos mais velhos?), para se dedicarem ao voluntariado. Mas deverão dar visibilidade a esse trabalho, não com a intenção de amostrar aos outros (porque só a Deus é que devemos agradar). Assim, outros tomarão conhecimento das actividades e poderão seguir o exemplo.


“Nenhum ser humano sabe o fim do seu tempo. Mas o homem faz provisões para cem anos, ainda sabendo que pode morrer no minuto seguinte”.


In Sha Allah, o tema continua na próxima semana.


Cumprimentos


Abdul Rehman Mangá


16/06/2011

publicado por Re-ligare às 17:28
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Terça-feira, 14 de Junho de 2011
COM POUCO ILM, MAS COM FÉ EM DEUS

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus)
Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus, o Beneficente e Misericordioso)
JUMA MUBARAK

 

“ÀS MINHAS MÃES, COM AS SUAS CAPULANAS COLORIDAS…”

Em Moçambique, há mais 50 anos, alguns muçulmanos não tinham conhecimentos necessários, para o cumprimento das suas obrigações
religiosas. Mas tinham fé em Deus, o Altíssimo e no Seu Mensageiro (Salalahu Aleihi Wassalam). A maior parte que se encontravam nessas situações, eram senhoras, que nunca tiveram a oportunidade de frequentar uma escola e outras, nem sequer passaram por uma madressa. Eram analfabetas e só sabiam escrever o nome, porque assim eram obrigadas para assinarem os documentos de identificação. Quando caducavam os documentos, para renovação, voltavam a treinar a assinatura. Quando chegava o mês de Ramadan, jubilavam-se de alegria, pois sabiam que podiam cumprir com o jejum, apesar de terem fracos conhecimentos religiosos. Preparavam refeições especiais para quando os maridos regressassem dos trabalhos, eles pudessem fazer o iftar, a tempo de irem para o tarawi. Trocavam pratos com a família e vizinhança. Certos domingos ou outros dias de grande significado religioso, deslocavam-se às mesquitas ou outros lugares habituais, para ouvirem o
baiane do maulana, ou duma crente conhecedora da matéria (diziam elas que iam ouvir hadices). Quando ouviam notícias de falecimentos, amarravam as suas capulanas* e os lenços e dirigiam-se imediatamente para darem apoio às famílias dos falecidos. Preocupavam-se que os filhos pudessem frequentar as escolas oficiais e as madressas, para adquirirem conhecimentos mundanos e religiosos, para a esta vida e para a vida eterna, que elas não tiveram a oportunidade de o fazer. Tinham fé, mas algumas delas não tinham ilm. Assim viveram e muitas assim partiram! “Inna Lilahi Wa Inna Ileihi Rájiuna – Proviemos de Deus e para Ele retornaremos”. Cur’ane 2:156. Eram estas as nossas mães, que nos criaram com dificuldades de toda a ordem, mas com muito amor e carinho. “Oh Allah, conceda à nossas mães a Tua infinita misericórdia, tal como elas nos demonstraram misericórdia criando-nos desde pequenos”.


Nos tempos dos nossos Profetas, contam-se algumas passagens dos crentes, sem conhecimentos religiosos, mas com fé em Deus e no dia do Juizo Final.


Issa, Aleihi Salam - Jesus, que a Paz de Deus esteja com ele, passou por um seleiro que enquanto trabalhava, ia rezando: "Senhor, se eu soubesse onde está o burro que montas, far-lhe-ia uma sela cravejada de pedrarias". Issa (Aleihi Salam) repreendeu-o: "Pensas que Deus Todo-Poderoso tem um burro?". Deus revelou a Issa (Aleihi Salam): "Deixa-o em paz, pois ele glorificou-me o melhor que sabia." Abd al -Wahlab al Sha'rani em Lata'if al-Minan.


Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam era sempre compreensivo com os crentes que não tinham o conhecimento religioso adequado. Referiu ele que aquele que for discreto com as faltas de um muçulmano, Deus será discreto para com as suas faltas, nesta e na outra vida. Aquele que encobrir os defeitos de um servo de Deus nesta vida, Ele lhe encobrirá os defeitos no Dia do Juízo Final. Musslim Abu Huraira (Radiyalahu an-hu) relatou: “Um beduíno urinou dentro da mesquita e as pessoas se apressaram para lhe bater. O Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) ordenou-lhes para lhe deixar em paz e deitarem um balde de água no local onde ele urinou. E disse: “Vocês foram enviados para facilitarem a vida das pessoas e não para lhes criar dificuldades. Em Bukhari e Muslim.


Sobre este assunto, outra passagem narrada por Abdullah Ibn Ma’qil Muqarrin, refere que antes de deitaram o balde de agua, o Profeta ordenou para removerem a terra onde ele urinou. Sunan AbuDaud. Nota: Naqueles tempos, o chão das mesquitas tinham só areia batida.


A procura do ilm é uma obrigação de todos. Actualmente, conhecimento religioso está ao alcance de todos. Aprendemos, mas infelizmente, nem todos fazemos as orações diárias. Os pais devem incentivar os filhos e estes também devem incentivar os mais velhos. A oração será a primeira acção a ser questionada.


*Capulanas: Panos coloridos, característicos dos países africanos, que as senhoras moçambicanas amarram da cintura para baixo, fazendo se saia. Os lenços utilizados, podem ser também do mesmo padrão. As peças maiores denominam-se de Mukume. Os comerciantes de origem indiana deram um grande impulso na proliferação deste tipo de vestuário. No interior do país, recebiam as castanhas e outros produtos agrícolas, entregando em troca, as capulanas e outros artigos necessários para as famílias. A riqueza das cores e os padrões, reflectem a riqueza cultural de cada país e o código social da família. Nos casamentos, escolhem um padrão único e vestem-se todas de igual. Ajudam nos preparativos e transmitem um ar gracioso à cerimónia.


Votos de um bom dia de Juma,
Cumprimentos
Abdul Rehman Mangá
09/06/2011

publicado por Re-ligare às 12:00
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Quinta-feira, 9 de Junho de 2011
AINDA AR-RAHMAN E OS LAÇOS FAMILIARES

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus)


Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus, o Beneficente e Misericordioso)


JUMA MUBARAK

 

“Deus disse: “Eu Sou Ar-Rahman. Eu criei os laços familiares e denominei de Rahim que obtive da raiz do Meu nome Rahman. Quem ligar o laço familiar eu Me manterei ligado a ele quem o cortar, Eu cortarei (o laço) com ele.


Seguem duas passagens que nos alertam para o valor dos laços familiares.


1- Abú Ayyub Sulayman, relatou: “Abu Huraira (Radiyalahu an-hu), veio ter connosco numa quinta feira ao anoitecer, como habitualmente o fazia nos encontros semanais,
para nos ensinar e relembrar os ditos do Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam). Mas antes de iniciar a lição, advertiu-nos: “Se alguém que está aqui sentado, tem alguma relação familiar cortada, deve abandonar esta reunião (e ir reparar o relacionamento)”. Após ter repetido as mesmas palavras por três vezes, um jovem deixou o agrupamento e foi ter com a sua tia, com quem deixou de falar há mais de dois anos. Ao encontrar-se com ela, a tia perguntou-lhe: “Meu sobrinho, o que te trouxe até aqui?” Ele disse à tia as palavras que ouvira de Abu Huraira. Ela pediu-lhe para ir ter com Abu Huraira e perguntar-lhe os motivos de ter dito aquelas palavras (em vez de mencionar os grandes pecados, porque focou ele apenas esta questão? Porque eram tão especiais os laços parentescos?). Abu Huraira ao ser questionado disse: “Eu ouvi de Profeta Salalahu Aleihi Wassalam) referir: “Em todas as quintas feiras (ao anoitecer)*, as acções dos filhos de Adão são presentes a Deus, o Altíssimo, e quem
rompeu com os laços familiares, terá todas as suas boas acções rejeitadas. In Al-Adab Al-Mufrad – Imam Bukhari.


“A misericórdia de Deus não vai descer a pessoas entre as quais há um que tenha rompido os laços de parentesco”. - Baihaqui – Shuab al- Iman.


*Quinta feira, depois da oração de Magrib, é noite de sexta feira, dia de Juma. Quando era pequeno, às quintas feiras à noite, ouvia os meus familiares a incentivarem os mais novos, na língua gujurate: “Ajê Jumarate hê, parhô bessô” - “Hoje é a noite de sexta feira, senta-te e recita as tuas preces”. A importância da sexta feira é tal, que muitos jejuam às quintas feiras. Nos dias de grande significado religioso, era habitual o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) jejuar de dia e fazer muitas orações e zikr à noite, porque assim ele gostava que as suas acções ascendessem ao céu enquanto estava jejuando.


2 - Abdala Bin Abi Ufa, referiu que o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam), foi informado de que Alqama, um jovem, estava na agonia da morte e que não conseguia pronunciar a Shaada (Kalima) – declaração da fé. O Profeta não encontrou justificação, por alguém estar habituado a pronunciar a Shaada, e que na altura da morte, apesar das pessoas insistirem nesse sentido, não o conseguir fazer. Para se inteirar da situação, acompanhado dos seus companheiros (que Deus esteja satisfeito com eles), foi ver Alqama. Junto dele, o Profeta insistiu para ele pronunciar a Shaada, mas ele dizia que não o conseguia fazer. Perguntou o Profeta, o que desagradou tanto a Deus que não lhe permite dizer as ultimas palavras (chaves para o paraíso)? Disse o jovem, que era desobediente à sua mãe. Mandou chamar a mãe e perguntou-lhe acerca do filho. Ela
referiu que Alqama era uma pessoa piedosa, passando muito tempo nas orações e jejuando. No entanto ele desobedeceu-lhe por causa duma mulher e por isso ela se encontrava zangada com ele. O Profeta pediu para lhe perdoar, porque o perdão da mãe seria muito bom para ele. Após a recusa da mãe, o Profeta mandou Hazrat Bilal (Radiyalahu an-hu) reunir lenha e acender uma fogueira, para queimar Alqama. A mãe muito preocupada, perguntou: “A fogueira é para queimar o meu filho?”. Sim, respondeu o Profeta: “Este castigo que vamos aplicar, não é nada em comparação com o que Deus o vai sujeitar; eu juro por Allah, enquanto tu estiveres zangada com ele, nem a sua oração nem o seu sadaka serão aceites”. A Senhora perdoou o filho e este, antes de morrer, pode finalmente declarar “Lá Ilahá Ilalahu Muhammad Rassululah” – “Não há outra Divindade, excepto Deus e que Muhammad é o seu (último) mensageiro. O Profeta, satisfeito com o desfecho da situação, disse: “Todos os louvores pertencem a Deus, que através de mim, salvou este jovem do fogo (do inferno). Relato de Baihaqui e Al Tabarani. In Manual Islâmico com Khutbas – Sheik Aminuddin Mohamad. A satisfação de Deus, depende da satisfação da mãe.


Jubayr b. Mut’im referiu: Umar b. Al-Khatab (Radiyalahu an-hu), disse no mimbar, durante um sermão: “Conheçam a vossa linhagem familiar, para que possam manter os laços de parentesco. Por Deus, se há algum sentimento ruim entre um homem e o seu irmão muçulmano, e se ele sabe que há uma ligação familiar entre ele e o referido homem, então este parentesco o vai impedir de romper com ele. In Al-Adab Al-Mufrad – Imam Bukhari. Nota: As gerações antigas conheciam toda a linhagem familiar, mesmos os mais afastados, nomeadamente os primos de terceiro ou quarto graus. A família era enorme. Os laços familiares eram em qualidade, quantidade e mais fortalecidos. Nos nossos tempos, essa boa prática está a decair. Os mais velhos devem fazer os possíveis para recordarem aos mais novos, a linhagem de parentesco.

 

Recomendação aos mais novos: “Incrementem a compaixão, o amor e o respeito para com os vossos pais e familiares. E façam preces, muitas preces para os que já nos deixaram. É uma das poucas atitudes que ainda lhes pode beneficiar no seu local de estágio para a vida futura.


Abu Huraira (Radiyalahu an-hu) viu dois homens e perguntou (ao mais novo): “Quem é este homem em relação a ti?” Ele respondeu: “Ele é o meu pai”. Depois, Abu Huraira aconselhou-o: “Não lhe chame pelo seu nome, não caminhes à frente dele e não te sentes, antes dele se sentar”. In Al-Adab Al-Mufrad – Imam Bukhari.


Um bom dia de Juma, na melhor das companhias, a família.
Cumprimentos
Abdul Rehman Mangá
02/06/2011

publicado por Re-ligare às 16:09
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