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Sábado, 6 de Fevereiro de 2010
VAMOS RIR?

«O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim é todo aquele (….)». João 3:8

 
«Ninguém há que tenha domínio sobre o vento, para o reter (…)». Eclesiastes 8:8
 
«Assim como não sabes qual o caminho do vento». Eclesiastes 11:5
 
«Pois é, pois é;
Há quem viva escondido a vida inteira.
Domingo sabe de cor, o que vai dizer
Segunda-feira.»
 
A canção é de Jorge Palma e revela uma das maiores fraquezas do homem: a previsibilidade. Saber de cor, domingo, o que vai dizer, fazer ou pensar segunda-feira é um sinal de extrema pobreza. O cinzentismo da mesmice, a sensaboria da rotina, a palidez do ritual é indício da maior solidão de todas: a solidão de quem vive sozinho porque se abandonou a si próprio. Fugiu de casa. Já não existe ninguém dentro de si mesmo. 

Por outro lado, uma das maiores riquezas do homem é a sua capacidade de surpreender, de inovar, de inventar, de causar suspense, de deixar o seu mundo inteiro numa expectativa angustiante quanto ao seu passo seguinte. Tornar-se imprevisível, fazer o improvável, conseguir o impensável é um dos maiores patrimónios do homem. 

A pessoa imprevisível não obedece a lógicas internas, a preconceitos envelhecidos e a definições impostas. Umas vezes é indeterminado, outras vezes é insolúvel e nem sempre é coerente. 

O homem imprevisível é um pronome indefinido, é uma equação impossível. É um vento que sopra… onde quer!

O homem imprevisível foi bem descrito por Foucault: «quando pensam que estou aqui, já estou ali a rir-me deles».

Vamos rir? 
 
Luís Melancia
Docente na Lic. de CR

 

publicado por Re-ligare às 02:24
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