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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
A medida certa de asa

 

 

Em 1899, o biólogo britânico Herman Bumpus mediu as asas de um grande número de pardais que morreram numa tempestade. O que ele descobriu foi que os a maioria dos pardais mortos eram os pardais que tinham asas manifestamente mais compridas ou mais curtas que a média. Isto é, os pardais que tinham uma medida de asa diferente da média foram os que morreram em maior quantidade.
 
Contrariamente ao que pensamos, possuir um desenvolvimento intermédio de uma determinada característica pode não representar uma desvantagem, porque o sucesso de uma pessoa não está necessariamente relacionado com a sua genialidade. O apóstolo Paulo chega mesmo a fazer uma apologia da normalidade ao dizer que as «coisas fracas» confundem as fortes e que «as coisas que não são» confundem «as que são». Os relatos bíblicos abundam em exemplos de pessoas que de destacaram a partir da sua normalidade:
 
·         Moisés não queria liderar o seu povo porque tinha um problema de dicção.
·         Gideão não queria ser o libertador da nação por ser de uma família irrelevante.
·         Jeremias não queria ser profeta porque via-se a si próprio como criança.
 
Optimizar é uma expressão que faz cada vez mais parte do nosso vocabulário. Esta expressão significa que você consegue tirar o máximo partido de uma dada característica ou circunstância, por mais vulgar ou normal que seja, de modo a obter o melhor resultado possível.
 
Podemos sentir-nos como um pardal de asa normal, o mais comum dos mortais. O que necessitamos, contudo, é aprender a optimizar a nossa medida de asa, a nossa aparente medida de fraqueza, de modo a nos tornarmos como aqueles acerca dos quais a epístola aos Hebreus diz que «da fraqueza tiraram forças».
 
Você tem a medida certa de asa para imprimir um impulso à sua vida e levantar voo de modo a «[subir] com asas como águias» (Isaías 40:31).

 

Luís Melancia

publicado por Re-ligare às 21:32
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2 comentários:
De João Pedro Robalo a 1 de Agosto de 2008 às 00:50
A normalidade, apesar de desprezada ou rejeitada, consegue que pessoas simples comuns possam encontrar o seu caminho de satisfação e sobretudo autenticidade.

O homem espiritual não é afinal o que sobressai em relação aos outros, mas o que permite que na sua normalidade uma "interferência" surja para alterar o que está à partida condenado à mediocridade.

Talvez o que mais impressionou os contemporâneos de Jesus, foi a sua adaptabilidade à vida comum das pessoas, a sua normalidade quando esperavam algo mais condizente com um super homem" que tudo resolve.
Um Jesus que dorme quando os seus amigos enfrentam uma tempestade... que pede a um cobrador de impostos para jantar com ele quando lugares de maior exposição lhe proporcionavam mais visibilidade e aceitação social... que prefere a discrição quando todos esperam que se mostre e fomente a sua popularidade... entre outras.

talvez a normalidade da vida cristã seja uma resposta mais razoavel para os momentos de pressão que os fazem continuar após passar a tempestade.

João Pedro
De carla esteves a 1 de Agosto de 2008 às 14:06
A sumbência perante condições adversas não imprime valor estatístico à proeminência dos factores de desenvolvimento intermédio nas aves e concerteza também na espécie humana, mas não deixa de ser condicionante ao ressurgimento do "novo homem". Julgo que temos de nos acostumar às adversidades; isso faz-nos fortes, ressuscita em nós o espírito heróico que sonha com proezas. Não fossem as adversidades, quanto de nós não continuariamos empedrenidos na letargia da comodidade da normalidade mesmo que optimizada? Congratulados por isso com a morte? E daí? Se ao menos antes tivessemos a oportunidade de transcender a normalidade de um "voo rasante a uma velocidade alucinante" que nos levaria a querer ter de voar além do alimento mesmo que esconjurados pelo "Bando", qual condição glorificada de ultrapasssar a efemeridade de ser Capelo ou Fernão, ou porque não mera tonta gaivota que nem do tamanho da sua asa curaria indagar senão como lograr alcançar a outra altitude. E na falta de coragem de assombrar o túmulo com o espectro da esperança de uma ressurreição, que nos reste então a alienação de encontrarmos adictivos que nos melhorem a performance de actuação no esbeirar das vias labirínticas da rotinice ou da normalidade da vida. Já que outra apoteótica promessa se vislumbra aos de todas as medidas de asa: na saída do mundo infernal ou mundo inferior todas as almas estarão livres de "Tot".
Até lá, o meu agradecimento pela oportunidade adictiva deste blog que vai sem dúvida optimizar o desempenho das gaivotas que apesar da sua normalidade anseiam puder voar para além do alcance do alimento e chegar à tal outra altitude.

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