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Domingo, 3 de Agosto de 2008
A Religião e o Homem

                

A meu ver, e olhando muito para trás no tempo, analisando o percurso da Humanidade, vejo a religião, a procura do sagrado, motivar muitos homens e mulheres à devoção e sobre ela construir a sua vida e projectar esperanças.
            De um modo geral, e porque a História é reveladora disso, a Humanidade desde o seu berço se mostrou disposta para a busca do sagrado envolvendo-se na construção e reconstrução da religião.
            Adorar algo ou alguém para além de si e da sua limitada natureza que possa aplacar os seus medos, satisfazer os desejos mais profundos e dirigir os passos, tem resistido ao tempo. Olhar para si e valorizar-se como indivíduo numa certa medida, também revela a necessidade de ultrapassar o que o limita, pois de certa forma há que colmatar esse vazio…
            Parece-me ser uma necessidade inerente à natureza humana. A procura pelo sagrado parece ser mais do que pura e simplesmente preencher o vazio que sempre existirá do conhecimento das coisas. Talvez seja tentar satisfazer a sua alma e o seu lado espiritual.
            A História não se apaga nem pode apagar esta busca manifestada de várias formas e não creio que o futuro seja diferente. No presente é bem visível que as religiões não morreram e que cada vez mais elas “nascem como cogumelos”, nas palavras do antropólogo das religiões António Carmo.
            A ciência, instrumento precioso e fundamental para o conhecimento avanço do mundo que felizmente emergiu na História, não conseguiu abafar o transcendente e até muito pelo contrário. Ao encontrar as palavras de Pasteur: “Um pouco de ciência nos afasta de Deus, mas muito nos aproxima”, continuo a não conseguir esquecer o toque que esta realidade sempre imprimiu ao longo da história.
 
 
Florbela Nunes
 
Aluna do 3º ano da Licenciatura de Ciência das Religiões

 

publicado por Re-ligare às 00:05
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3 comentários:
De neiltonazevedo a 3 de Agosto de 2008 às 20:13
Concordo em partes com a opinião acima. Afinal o senso comum aponta a religião como algo intrínseco á natureza humana. No entanto, para uma leitura menos romântica do fenômeno religioso, devemos fazer alguns cortes. Por exemplo o inerente à natureza humana na religião é a busca pelo sagrado, a espiritualidade como sinal da presença do divino que representa o transcender do homem para além de si mesmo. No entanto, não devemos esquecer que a religião também tem uma tendência natural para a exteriorização de regras , normas e dogmas Que a religião é em si mesmo instrumento da manipulação de consciência, da fé e o mais eficaz aparelho ideológico de dominação. Sim, porque toda vez que alguém sustenta falar em nome de Deus, elimina todo e qualquer possibilidade de está equivocado e nesse sentido, nada existe de mais danoso à raça humana que a pretensão de possuir a verdade absoluta.
Penso que a religião pode ser algo extremamente salutar, desde que aqueles que se dispõem a praticá-la , aprenda a lição mais importante da espiritualidade: O elemento central da religião não é a certeza, e sim a convicção, não é a realização e sim a esperança.

um abraço.
Dr. Neilton Azevedo
Mestrando em Ciência das Religiões.
De Florbela Nunes a 5 de Agosto de 2008 às 10:34
O Homem é o produtor da religião, movido pelo desejo de conhecer o Transcendente, pela espiritualidade que o caracteriza e o distingue de
qualquer outro ser vivo.
O Homem é um ser espiritual por isso esse seu "lado" necessita de se identificar não com aquilo que não é espiritual e é material e visível mas com algo mais; por isso busca o Transcendente, por isso cria a religião.
Como ser naturalmente limitado, aquilo que cria recebe as suas marcas, os seus limites, as suas próprias regras. Sendo o criador das religiões também lhes imprimiu as suas características.
A natureza humana quer dominar e manipular, o desejo de poder não se verifica apenas em várias formas de se fazer e viver religião; ele é uma
caraterística da natureza humana. Por essa razão, a religião é também instrumento para realizar esse desejo. É factor de divisão, de acepção de
pessoas mas felizmente também é instrumento muitas vezes de moralidade e altruísmo.
O facto de este produto humano ser um espelho do próprio Homem, onde projecta os seus desejos mais profundos, não anula a possibilidade de não existir um ser Absoluto do qual se pode conhecer um pouco aqui e ali, que desde sempre existe e portanto permanece...
Esse Absoluto pode ser reconhecido por todos os Homens através dos valores que perduram ou através do simples facto de o Bem ser algo que todos sabem reconhecer quando o vêm manifestar-se nas suas mais variadas formas.

Melhores cumprimentos!

Florbela Nunes
De Maria a 19 de Abril de 2016 às 23:49
Gostei ler seu artigo, não consigo imaginar um mundo sem fé.
Obrigada.

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