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Sábado, 5 de Julho de 2008
JÁ PUS A MESA

 

Aqui há dias, passei também por esse texto (Lucas 24:13-35) que o Adriano Trajano aqui trouxe e que o professor Dimas aqui comentou de forma tão singular! Bem, mais do que passar pelo texto, passei por esse caminho.
 
Você também já por lá passou, com certeza! Chama-se caminho de Emaús – o caminho em que vamos desromanceando aos poucos. Desromancear significa pôr, gradualmente, fim ao romance!
 
O tempo do desromance é um tempo de muitas perguntas! Os dois, a caminho de Emaús, iam-se desanimando mutuamente e o texto diz que iam «falando entre si e fazendo perguntas um ao outro». É curioso: na manhã da vida temos muitas respostas…mas à medida que vai ficando tarde começamos a ter muitas perguntas!
 
- O que é que correu mal?
-Onde é que eu errei?
-O que é que me faltou?...
 
São perguntas como esta que você e eu fazemos no período do desromance. E nem sempre conseguimos ter as respostas. Mas olhe, ter a liberdade de perguntar já ajuda. E muito.
 
Mas não vale a pena querer ouvir as respostas se os olhos continuarem fechados. No caso vertente, eles perguntavam muitas coisas um ao outro, mas o texto diz que «os olhos deles estavam como que fechados»; e esse é o problema. É que há respostas que se ouvem com os olhos; há respostas que só se ouvem se os olhos estiverem abertos.
 
Qual é a causa mais comum para um desromace? Aquela que se assoma no texto é a do profundo desencanto pelo aparente desmoronamento de um sonho! Aquilo que antes nos acendia o coração começa agora a perder o seu calor. O coração vai batendo cada vez mais compassado; o ritmo interior vai ficando cada vez mais lento; os olhos cada vez mais baços. O caminho de Emaús é o caminho em que começamos a carregar penosamente às costas o que antes levávamos apaixonadamente ao peito!
 
E como somos rápidos a desromancear! Jesus de Nazaré não dava sinal de vida há três dias e, para eles, isso já punha em causa os últimos três anos!!!
 
De que necessitamos nós, afinal, no tempo do desromace? É tão simples: tudo o que necessitamos é encontrar uma boa companhia com quem consigamos passar a noite – a noite interior – juntos, «porque já é tarde». Companhia, do latim «cum pani» (com pão), significa ter alguém com quem possamos comer pão, alguém que queira ficar connosco até que a noite passe.
 
Já pus a mesa.
 
Luís Melancia

 

publicado por Re-ligare às 02:31
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