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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
A convalescença

 

 

Portugal está em convalescença!
 
Se Antero de Quental estava certo, o vírus que provocou a doença foi o cristianismo tridentino, que fez cair sobre o país uma sombra densa que se transformou no que podemos chamar de uma longa noite portuguesa!
 
Deve-se ao Concílio de Trento essa degeneração que foi desfigurando o cristianismo, ao ponto de o tornar uma máquina de perseguição e tortura que, durante três séculos, praticou um «Santo Ofício», deixando o país num estado de saúde muito precário. A censura ideológica e a perseguição religiosa, institucionalizada e em força até ao século XIX, ajudaram a criar tiques de exclusivismo, exclusão e intolerância. Estava assim feito o caminho para um longo período de igreja única e de partido único, o qual marcou três quartos do século XX.
 
O país perdeu os sentidos – entrou em coma profundo!
 
Em Levítico 18:27-29 Deus advertia Israel severamente, dizendo que as gerações passadas tinham feito coisas abomináveis e que isso tinha feito a terra adoecer! A advertência agora era para que as novas gerações não cometessem as mesmas abominações; caso contrário, a terra vomitá-las-ia!
 
Aqui, entre nós, também houve gerações que fizeram o país adoecer gravemente! O problema é que estes fenómenos são como as ondas do mar: depois de recuarem e desaparecerem ainda deixam na praia os seus detritos…intolerância, preconceito, exclusão, são os restos dessa doença nacional.
 
Resta-nos, pois, a esperança numa geração da convalescença; sim, porque é possível despontar uma geração que venha «curar a terra» (tal como está identificada em 2 Crónicas 7:14). 
 
Já tivemos, há 880 anos, a primeira tarde portuguesa; vivemos mais de 400 anos no que aqui chamamos de uma longa noite portuguesa; agora, já é tempo que se faça dia!
 
Luís Melancia
Docente na Lic. em Ciência das Religiões

 

publicado por Re-ligare às 15:53
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