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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
Pai de todas as Virtudes… (1)

              

Quadro de Rembrandt, O Regresso do Filho Pródigo

                  

“…esconderam-se o homem e a mulher da presença do Senhor, entre as árvores do jardim…” Génesis 2,8
 
 “Porque os outros se mascaram mas tu não.
Porque os outros usam da virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.” Sophia de Mello Bryner
 
 
Ao olhar para o quadro do magistral Rembrandt, O Regresso do Filho Pródigo, sinto que a sua obra nos deixou algo mais do que o seu legado artístico. Pese embora a ignorância das artes, avivasse na memória A mulher adúltera, da qual Nicolás Poussin nos fez herdeiros. Perdoem-me os entendidos, além das nacionalidades não sei identificar as diferenças mais relevantes entre estes mestres do pincel. Talvez por isso, salte aos meus olhos uma semelhança – quiçá de todas a mais frágil – ambos ousaram pintar duas das mais belas histórias de perdão.
               
Enquanto as contemplo, sinto-me tentado em legendá-las. Não de minha lavra. Proponho-me recorrer de outros punhos do mesmo génio. Reconhecendo que o espírito paira agora sobre a pena, selecciono as palavras de Shakespeare: “O perdão cai como uma chuva suave do céu na terra. É duas vezes bendito: bendito ao que dá e bendito ao que recebe.” Sobre esta mesma dádiva Fernando Pessoa escreveu:
 
“Não haverá, enfim, para as coisas que são, não morte, mas sim uma outra espécie de fim, ou uma grande razão – Qualquer coisa assim, como um grande Perdão?”
 
Nesta amálgama de pincéis e penas, eis que ouço uma batuta nas mãos de um outro mestre, Sebastian Bach. Como que sonorizando o ambiente que acolhe a construção destas linhas, a Ária nº 47 «Paixão Segundo S. Mateus» entoa o pedido de perdão do apóstolo Pedro.
 
Modestamente, entre símbolos e simbologias, ouso envolver o leitor num ambiente que salienta a presença do perdão no nosso património cultural. Em particular, o legado daqueles cuja mestra interpretação do seu mundo teve em comum, entre outros, o mesmo paradigma: o reconhecimento do perdão como Pai de todas as Virtudes.
 

 

Simão Daniel
(aluno do mestrado em Ciência das Religiões - Lisboa)

 

publicado por Re-ligare às 17:32
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