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Sábado, 13 de Dezembro de 2008
DECORRIDOS 60 ANOS...

 
 
A 10 de Dezembro de 1948, no rescaldo da 2ª guerra mundial, a Assembleia Geral das Nações Unidas (criada três anos antes) aprovava a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Uma carta de intenções que, decorridos 60 anos, continua ainda longe da sua aplicação universal.
 
O que é que correu mal? Por que razão é tão verdadeira a ilustração colocada no blog re-ligare, quando apresenta uma humanidade ainda marcada pela pobreza, pela injustiça, pela guerra, pelo terrorismo, pelo fundamentalismo religioso…? Por que razão valores fundamentais como a liberdade, a igualdade de oportunidades, a justiça, a fraternidade, parecem ser, cada vez mais, negados e proibidos?
 
Karl Barth chamou a atenção para o facto de Deus estar a ser empurrado para a periferia através de um processo que foi sendo desenvolvido em dois documentos clássicos e revolucionários de finais de século XVIII: a Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776) e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (França, 1789). Essas duas declarações, uma americana e outra europeia, uma que vem do  «velho mundo» e outra que emana do «novo mundo», ligadas às duas revoluções estruturantes da vida moderna, essas duas declarações, dizia, enveredam pelo que poderíamos chamar de antropocentrismo humanista, uma vez que, no caso francês, o «Ser supremo» só é referido no preâmbulo e no caso americano se reconhece, de passagem, o «Criador».
 
Com a revolução copernicana, a Terra deixou de ser o centro do universo, mas com a revolução humanista o homem passou a ser o centro de si próprio! Ora, o homem centrado em si mesmo tem muito pouco que lhe sirva de centro. É necessária uma reconstrução ontológica: é o facto de crer que a vida humana emana e está ligada a Alguém superior que dá ao homem uma dignidade e valor fantásticos! Aí sim, é quando o homem inscreve a sua natureza na «imago Dei» que os «Direitos do Homem» ganham uma dignidade que até então não tinham. O que me parece é que a saída do estado de menoridade (Kant) levou o homem a um estado de orfandade; a esperança Iluminista acabou por desaguar num desespero existencialista.
 
E necessita, outra vez, de um Pai, chame-o ele de Deus, Yavé, Brahma ou Allah.
 
Bem dizia Pascal que é perigoso mostrar ao homem como é semelhante aos animais, sem lhe mostrar simultaneamente a sua grandeza.
 
Luís Seabra Melancia
Docente na Lic. em Ciência das Religiões

 

publicado por Re-ligare às 14:54
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