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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
Andamos sempre a cair...

 

 

Cheguei ontem a Brasília.
 
Quando o avião estava a aterrar, dei comigo a pensar: qual é a semelhança entre um avião que se despenha violentamente contra o solo e um avião que aterra suavemente numa pista? Sim, há uma semelhança: é que ambos estão em queda! A diferença é que o primeiro está em queda descontrolada e o segundo em queda controlada.
 
Na «Gaia Ciência», Nietzsche descreve o niilismo desta forma: «Para onde vamos nós próprios? Não estaremos incessantemente a cair? Para diante, para trás, para o lado, para todos os lados?».
 
A ideia de queda, nas suas múltiplas dimensões, marca tragicamente a vida do homem. Mas a ideia de queda não é um conceito aplicado só à vida no plano pessoal; é também no plano cósmico. O mito de criação babilónico, por exemplo, apresenta-nos a criação a partir de um quadro de profunda violência e desordem. É o corpo dilacerado da deusa que dá origem ao universo e do seu sangue surgem as constelações. O mito judaico da criação também apresenta a formação dos mundos a partir de um estado de queda: é a criação que surge a partir da vacuidade e do caos disforme.
 
É um facto: somos habitados – tragicamente habitados – por um conceito de queda. E o facto de sermos seres em constante queda, de estarmos, como dizia Nietzsche, «incessantemente a cair», torna afinal o homem um ser decadente! O segredo, contudo, está em ter uma queda controlada para minimizar os danos e optimizar, afinal, a vida.
 
Andamos sempre a cair; mas, por incrível que pareça, a vida também se forja, também se ergue, também se vive a partir de quedas.
 
Luís Melancia

 

publicado por Re-ligare às 13:25
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De Voltaire Theologos a 11 de Fevereiro de 2010 às 20:33
Caro senhor. Parabéns pelo seu blog. Não creio que
exista uma teologia perennis. Mas nunca deixei de admirar aspectos da teologia medieval.
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